terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 12: "You Just May Be The One

  Boa tarde, pessoal! Temos o último capítulo da fanfic dos Monkees! Mas calma, ainda temos um epílogo e uma oneshot para concluir a história de fato! Enquanto leem, ouçam You Just May Be The One, dos Monkees, e I Was Made For You, do She & Him! Vídeos lá no fim.



              Dianna estava passando as férias com os pais e o irmão na Europa. Ela não pisava o chão do velho continente, onde havia nascido, havia muito tempo. A última vez em que estivera lá havia sido quando seus pais foram passar alguns dias na Suíça, por conta de um importante evento em Genebra, quando ela tinha dezesseis anos, e seu irmão Giles já estava no segundo ano de faculdade.
              Naquela semana, estavam na Itália. Haviam passado por Roma e Veneza e agora estavam a caminho de Verona.

- Oh, a cidade mais romântica do mundo! – exclamou sua mãe quando chegaram.

                   “Cenário de um amor trágico”, pensou Dianna.  “Vem, gentil noite! Vem, noite amorosa de escuras sobrancelhas! Restitui-me o meu Davy!”, ela parafraseou uma fala de Julieta.  No dia seguinte à sua chegada, o clima romântico veronense estava sufocando Dianna. Em tudo ela via um Romeu com as feições de Davy e uma Julieta que se assemelhava a ela. Enquanto tomava café, ouviu duas garçonetes do hotel conversando.  A moça não era fluente em italiano, porém, pôde entender tudo perfeitamente.

- Sinto falta de Matteo. – uma delas disse.
- Escreva uma carta para Julieta pedindo ajuda para encontrá-lo. – sugeriu sua amiga.
- Isso é besteira, Giovanna!
- Eu não acho, Chiara. – rebateu Giovanna.

              Chiara podia não acreditar no poder das cartas para Julieta, uma tradição dos moradores e visitantes de Verona. Contudo, Dianna estava desesperada. Queria ter Davy de volta. Ela sentia falta das tardes na praia, os dois nadando e brincando no mar ou caminhando na areia fofa.  Sentia falta também dos passeios no parque, dos jantares românticos... E das lindas noites de amor. Pôs-se a escrever, em italiano:
    Querida Julieta, preciso de sua ajuda. Sou inglesa, mas moro nos Estados Unidos desde criança. Sou professora de história.
     Em julho deste ano, conheci o amor da minha vida. Ele é inglês como eu, e toca numa banda de rock. Nós nos tornamos namorados, e fomos felizes, até que uma mulher muito estranha ameaçou acabar com nosso sossego se não terminássemos. Ficamos com medo e nos submetemos à vontade dela.
     Eu me envolvi, depois disso, com um homem que me amava, e que eu acreditava que poderia corresponder. Tentei, em vão. Eu só pensava no meu inglês baixinho e fofo.  Depois que me separei do meu segundo namorado, comecei a manter correspondência com meu amado, no entanto, eu viajei e ficamos incomunicáveis desde então.
       Ajude-me a encontrá-lo, Julieta, por favor! É minha única esperança. Obrigada.

                     A garota colocou a carta num envelope e depositou-a no muro em que outros apaixonados desesperançados deixavam suas cartas para Julieta.

                                                               * * *

                      Os Monkees estavam de passagem pela Itália. Mike estava desolado desde que descobrira que a gravidez de Phyllis era uma mentira inventada por ela para separá-lo de Alice, Micky estava prestes a casar-se com Suzy e Peter estava feliz com sua nova namorada, Erin. Entretanto, Davy estava ficando louco sem Dianna. Por acaso, a banda estava passando diante do muro onde eram colocadas as cartas.

- As cartas para Julieta! – exclamou Micky. – Eis aí a solução para seu problema, Davy!
- Eu duvido que isso funcione...  – Mike opinou.
- Um desesperado como eu faz qualquer coisa! – Davy disse.
                          Ele pegou papel e caneta, sentou-se na fonte próxima e escreveu, em inglês, pois o que Dianna ensinara-lhe de italiano era pouco:

                Cara Julieta, estou desesperado. Sou integrante de uma banda de rock e neste momento estamos fazendo alguns shows aqui na Itália.
                 Eu não sou mais o mesmo desde que fui forçado por uma maluca a me separar da minha pequena. Ela é para mim o que você é para Romeu. Ela esteve envolvida por um tempo com meu antigo rival após rompermos, mas a relação deles não deu certo.
                 Depois que eles se separaram, passamos a nos comunicar por carta. Entretanto, eu saí em viagem e perdemos o contato.
                  Você é a única que pode me ajudar a revê-la! Fico muito grato desde já.

                         Davy colocou sua carta ao lado das demais.

Dois dias depois...


- Dianna, por que insiste em ficar em Verona? Pensei que você quisesse ir à França para conhecer Marselha!
- E quero, papai! Mas estou esperando que Julieta me dê um sinal.
- Dianna! Não seja ingênua! – repreendeu sua mãe. – Aquilo não vai trazer Davy de volta.
- Ele vale mesmo tudo isso, Dianna? – questionou Giles.

                           A camareira, então, trouxe uma carta, em cujo envelope se lia “Para D. S. M.”, e o endereço do hotel, o andar e o número do quarto.  No envelope de sua carta para Julieta, Dianna assinara exatamente daquele modo e deixara exatamente aquelas informações. Com o coração aos pulos, ela abriu o envelope e leu a seguinte mensagem:

                  Cara D. S. M., não se desespere. Vá até a fonte ao lado do muro onde deixou a carta, às 15 h do dia 20 de dezembro. Carinhosamente,
                                                                                        Julieta.
                             A professorinha fez exatamente como era recomendado na carta. Lá chegando, viu um rapaz de costas. Ele era baixo, e Dianna conhecia-o  tão bem que o identificou, mesmo ele estando assim.

- Davy! – ela chamou.

                                O rapaz virou-se imediatamente.

- Dianna! – ele não cabia em si de contentamento.
- Cuddly Toy, eu não acredito que estou com você novamente! – Dianna abraçou-o fortemente.
- Eu também não acredito, meu amor, meu bem, minha querida Dianna! – ele beijou-a ardentemente. Havia mais de um mês que Davy não beijava aqueles lábios vermelhos que ele tanto amava.

                                    Ao longe, um grupo de senhoras observava o jovem e feliz casal. Elas eram as “secretárias de Julieta”.

                                                                * * *


- Davy, venha comigo para o hotel onde estou hospedada! Quero apresentar você aos meus pais e ao meu irmão!
- Seus pais? Seu irmão? Eles não são como sua tia, são?
- Claro que não, Cuddly Toy! Fique tranquilo, eles vão adorar você!

                                    Dianna e Davy foram ao hotel onde estava hospedada a família Mackenzie. A moça entrou no quarto dos pais.

- Papai, mamãe, quero apresentar alguém a vocês.
- Quem, querida? – indagou sua mãe.
                                   Davy entrou no quarto.

- Inglês de Manchester, vocalista dos Monkees, ator, futuro genro de vocês... David Thomas Jones, o grande amor da minha vida!
- Você também é o grande amor da minha vida, Di. – disse Davy, abraçando-a. Em seguida, ele se dirigiu aos pais dela. – Fico muito honrado em conhecê-los, sr.  e sra. Mackenzie.
- A honra é nossa. – disse o sr. Mackenzie.  – Então é inglês, sr. Jones? Não tenho nada contra os americanos, mas confesso que sempre quis ver minha filha com um conterrâneo.
- Sim, sr. Mackenzie. Nasci e cresci em Manchester. Espero que os senhores me considerem digno da sua filha. A tia dela não me aprova e sempre fez questão de dizer isso.
- Eu o aprovo, sr. Jones. Parece ser um bom rapaz. – disse a sra. Mackenzie. – Lawrence, o que você acha, querido?
- Sou da mesma opinião, Susan.
- Eu não disse? – Dianna sussurrou para Davy. Em seguida, disse, em volume normal:  - Vou chamar meu irmão.

                              Logo, ela voltou com Giles. Ela disse:

- Mano, este aqui é meu namorado, Davy Jones. Cuddly Toy, este é Giles, meu irmão mais velho.
- Como vai? – Davy apertou a mão de Giles, que o estudava minuciosamente.
- Eu vou bem, sr. Jones. Espero que o senhor também. Pelo seu sotaque, presumo que seja inglês.
- Sim, eu sou. Compartilha com seu pai a opinião de que é melhor que Dianna fique com um britânico?
- Na verdade, é melhor que minha irmãzinha fique desacompanhada, mas...

                             Davy ficou sem saber o que dizer. Dianna e seus pais não sabiam onde enfiar a cara, de tanta vergonha de Giles.

- Giles querido, isso não foi nada diplomático. – advertiu a mãe.
- Não ligue para o Giles, Davy. – disse Dianna, afastando seu namorado de seu irmão com um sorriso amarelo. Disse, então, entredentes: - Vou arrebentar a sua cara, Giles.

                                Davy sorriu, pegando Rousseau, o coelho de Dianna, que passava por ali. Os pais dela gostaram dele, e, ainda que o irmão tivesse dito aquilo, não aparentava ser do tipo que faria oposição total e declarada. Giles parecia ser só um irmão ciumento.


           






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