Dianna contava
os dias para estar junto a Davy novamente. Ela achava melhor esperar um pouco. Não era
sensato terminar com Peter num dia e reatar com Davy no outro. Enquanto
esperava, soube que seus pais e seu irmão Giles, que morava em Paris, estavam
vindo visitá-la. Pretendiam aproveitar as férias de inverno em família na
Europa.
Peter e Erin
estavam juntos. Ela estava feliz, e ele mais ainda. Dianna acabou por pedir
desculpas pela explosão e concedeu seu perdão a ele. Ambos acreditavam que
poderiam ser amigos.
Ao saber que
Dianna e Peter haviam terminado, Davy ficara ansiosíssimo para que ela o
procurasse. Por carta, ela havia lhe dito que o avisaria quando considerasse
que já poderiam retomar o namoro.
Entretanto, outro Monkee estava em crise: Mike. Segundo ela própria
dizia, Phyllis estava grávida de quatro meses. Ainda assim, ele duvidava de que
ela estivesse de fato esperando um bebê. Sua barriga deveria ter começado a
crescer. Certo dia, quando ela estava distraída, Mike pegou no armário dela uma
pasta com os exames de gravidez.
E procurou
desesperadamente nos papéis pelos níveis de um certo hormônio, a gonadotrofina
coriônica. Sabia, graças a uma certa vez em que Alice e ele estavam
desconfiados de que um bebê estava vindo, que aquele hormônio só aparecia na
corrente sanguínea de uma mulher se ela estivesse grávida. E em todos os exames, o nível de
gonadotrofina coriônica no sangue de Phyllis era zero. Ou seja, ela não estava
grávida.
- Ela me enganou! Mas por quê?
Mike
foi tirar satisfação com ela.
- Phyllis, todos estes exames de gravidez deram resultado
negativo. Confesse, você não vai ter um bebê.
Ela ficou vermelhíssima.
- Você descobriu tudo, Mike!
- Por que mentiu para mim, Phyllis?
- Para garantir que você não iria pensar naquela maldita da
Alice e me enxotar!
- Eu deveria ter terminado com você há muito tempo, Phyllis!
Deveria ter notado que era Alice quem eu realmente amava!
- Agora é tarde, benzinho.
- Para recuperar Alice, talvez. Mas não para me livrar de
uma mentirosa como você.
- Você está me expulsando da sua casa, Michael Nesmith?
- Exatamente.
Phyllis,
resmungando pelo fato de que sua farsa fora descoberta, foi arrumar suas coisas
para ir embora da casa de Mike. Depois
que ela se foi, Mike caiu no sofá com um grande suspiro.
- Será que vou encontrar a moça certa um dia? – ele pensava.
She looked at me
And the emptiness in her eyes was cruel to see
Then she turned away and said
'Once I loved, but love is dead.'
And I whispered, 'Sometimes love is only
sleeping.'
She said 'I cannot cry,
And I cannot give or feel or even try.'
And her voice was hard and could
And her sweet young face looked old
And I whispered, 'Sometimes love is only
sleeping.'
Through the endless days and nights
She could not help but wrap herself in sorrow
Through the endless days and nights
We waited for a shiny new tomorrow
Love was sleeping....sleeping...
She looked at me
And her smiling tears feel warm and sweet and
free
And the moonlight kissed her eyes
As it mingled with our sighs
and she whispered, 'Sometimes love is only
sleeping.'
and she whispered, 'Sometimes love is only
sleeping.'
Only sleeping
Only sleeping...
* * *
Davy estava
perdendo sua razão. Dianna não estava mais com Peter. Então, o que ela estava
esperando para voltar aos braços do vocalista? Ela havia dito que enviaria uma
carta avisando quando pudessem voltar. Porém, ele já não aguentava mais.
- Dianna, Dianna! – ele chamava, em seu sono. Queria aquele
rostinho de boneca, aqueles olhos castanhos, aqueles cabelos
loiro-avermelhados, aquela inteligência prodigiosa.
Certa
tarde, voltando para casa após mais um dia de gravação, Davy tomou uma decisão:
- Vou escrever para ela, implorando que não me faça mais
esperar!
Ao chegar, logo pegou papel e caneta e pôs-se a escrever:
Los Angeles, 5 de dezembro de 1966.
Dianna, meu amor!
Por que me faz esperar? Por que brinca com
meus sentimentos? Você e Peter já não
terminaram há umas semanas?
Desde o momento em que acordo até o momento
em que pego no sono, você é a única coisa em meu pensamento. Oh, por favor,
querida! Permita que eu retorne para junto de você!
Sei que está preocupada com o que vão dizer
de nós. Mas que se danem os outros! Das nossas vidas cuidamos nós, Di!
Preciosa garota, quero tê-la novamente como
minha! Quero acariciar seus lindos cabelos, beijar sua boca macia, e até mesmo,
se permitir tamanha ousadia, amar cada centímetro do seu corpo. Adorada Dianna,
deixe que este pobre apaixonado ponha novamente os olhos sobre você!
Muitos
e muitos beijos,
Davy
Colocou
a carta no envelope e, na manhã seguinte, levou-a ao correio. O que Davy nem
imaginava era que Dianna não estava nos Estados Unidos...
* * *
Alguns dias depois do término de Dianna e Peter, os pais e o irmão dela
chegaram da Europa para vê-la. O plano da jovem professora era passar as férias
com eles em seu continente natal e, ao voltar, procurar Davy.
Depois de conversarem sobre amenidades, a tia Lucy disse aos pais de
Dianna:
- Lawrence, Susan, tenho algumas coisinhas a dizer sobre os
namoros da Dianna.
- Namoros da Dianna? – Giles olhou para a irmã mais nova com
um ar que denotava ciúme. Ele sempre fora superprotetor.
- Que “coisinhas”, Lucy? – perguntou o sr. Mackenzie.
- Bem, primeiramente ela namorou um rapazinho baixinho e sem
absolutamente nenhuma classe chamado Davy Jones.
- Davy é baixinho sim, tia Lucy, mas é um perfeito
cavalheiro inglês! – Dianna protestou.
- Tudo o que sei é que eles terminaram, depois Dianna
arranjou outro namorado, terminou com ele também e agora mantém correspondência
com Jones.
- Desejo conhecer esse Davy Jones. – disse a sra. Mackenzie.
- Não perca seu tempo, Susan! – disse tia Lucy.
- Oh, mamãe, a senhora vai adorá-lo! – exclamou Dianna.
- Ela adoraria Peter, isso sim. – resmungou sua tia.
- Não reclame, tia Lucy, agora ele é genro da senhora.
- Bem, filha, vai querer ir comigo, com sua mãe e com Giles
para a Europa? - quis saber o pai.
- Claro que sim, papai! – respondeu Dianna.
Nenhum comentário:
Postar um comentário