sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 11: "Love Is Only Sleeping"

      A fic se encaminha para o final... Músicas para ouvir enquanto leem: Love Is Only Sleeping, dos Monkees, e Diana, do Paul Anka (essa música foi um achado!).  Os vídeos estão lá no finzinho da postagem. 







        Dianna contava os dias para estar junto a Davy novamente.  Ela achava melhor esperar um pouco. Não era sensato terminar com Peter num dia e reatar com Davy no outro. Enquanto esperava, soube que seus pais e seu irmão Giles, que morava em Paris, estavam vindo visitá-la. Pretendiam aproveitar as férias de inverno em família na Europa.
       Peter e Erin estavam juntos. Ela estava feliz, e ele mais ainda. Dianna acabou por pedir desculpas pela explosão e concedeu seu perdão a ele. Ambos acreditavam que poderiam ser amigos.
         Ao saber que Dianna e Peter haviam terminado, Davy ficara ansiosíssimo para que ela o procurasse. Por carta, ela havia lhe dito que o avisaria quando considerasse que já poderiam retomar o namoro.
            Entretanto, outro Monkee estava em crise: Mike. Segundo ela própria dizia, Phyllis estava grávida de quatro meses. Ainda assim, ele duvidava de que ela estivesse de fato esperando um bebê. Sua barriga deveria ter começado a crescer. Certo dia, quando ela estava distraída, Mike pegou no armário dela uma pasta com os exames de gravidez.
          E procurou desesperadamente nos papéis pelos níveis de um certo hormônio, a gonadotrofina coriônica. Sabia, graças a uma certa vez em que Alice e ele estavam desconfiados de que um bebê estava vindo, que aquele hormônio só aparecia na corrente sanguínea de uma mulher se ela estivesse grávida.  E em todos os exames, o nível de gonadotrofina coriônica no sangue de Phyllis era zero. Ou seja, ela não estava grávida.

- Ela me enganou! Mas por quê?

               Mike foi tirar satisfação com ela.

- Phyllis, todos estes exames de gravidez deram resultado negativo. Confesse, você não vai ter um bebê.

                    Ela ficou vermelhíssima.

- Você descobriu tudo, Mike!
- Por que mentiu para mim, Phyllis?
- Para garantir que você não iria pensar naquela maldita da Alice e me enxotar!
- Eu deveria ter terminado com você há muito tempo, Phyllis! Deveria ter notado que era Alice quem eu realmente amava!
- Agora é tarde, benzinho.
- Para recuperar Alice, talvez. Mas não para me livrar de uma mentirosa como você.
- Você está me expulsando da sua casa, Michael Nesmith?
- Exatamente.

              Phyllis, resmungando pelo fato de que sua farsa fora descoberta, foi arrumar suas coisas para ir embora da casa de Mike.  Depois que ela se foi, Mike caiu no sofá com um grande suspiro.

- Será que vou encontrar a moça certa um dia? – ele pensava.

She looked at me
And the emptiness in her eyes was cruel to see
Then she turned away and said
'Once I loved, but love is dead.'
And I whispered, 'Sometimes love is only sleeping.'

She said 'I cannot cry,
And I cannot give or feel or even try.'
And her voice was hard and could
And her sweet young face looked old
And I whispered, 'Sometimes love is only sleeping.'

Through the endless days and nights
She could not help but wrap herself in sorrow
Through the endless days and nights
We waited for a shiny new tomorrow
Love was sleeping....sleeping...

She looked at me
And her smiling tears feel warm and sweet and free
And the moonlight kissed her eyes
As it mingled with our sighs
and she whispered, 'Sometimes love is only sleeping.'
and she whispered, 'Sometimes love is only sleeping.'
Only sleeping
Only sleeping...
  


                                                       * * *


         Davy estava perdendo sua razão. Dianna não estava mais com Peter. Então, o que ela estava esperando para voltar aos braços do vocalista? Ela havia dito que enviaria uma carta avisando quando pudessem voltar. Porém, ele já não aguentava mais.

- Dianna, Dianna! – ele chamava, em seu sono. Queria aquele rostinho de boneca, aqueles olhos castanhos, aqueles cabelos loiro-avermelhados, aquela inteligência prodigiosa.

                Certa tarde, voltando para casa após mais um dia de gravação, Davy tomou uma decisão:

- Vou escrever para ela, implorando que não me faça mais esperar!

                     Ao chegar, logo pegou papel e caneta e pôs-se a escrever:

           Los Angeles, 5 de dezembro de 1966.

       Dianna, meu amor!

    Por que me faz esperar? Por que brinca com meus sentimentos?  Você e Peter já não terminaram há umas semanas?
    Desde o momento em que acordo até o momento em que pego no sono, você é a única coisa em meu pensamento. Oh, por favor, querida! Permita que eu retorne para junto de você!
  Sei que está preocupada com o que vão dizer de nós. Mas que se danem os outros! Das nossas vidas cuidamos nós, Di!
    Preciosa garota, quero tê-la novamente como minha! Quero acariciar seus lindos cabelos, beijar sua boca macia, e até mesmo, se permitir tamanha ousadia, amar cada centímetro do seu corpo. Adorada Dianna, deixe que este pobre apaixonado ponha novamente os olhos sobre você!       

                                                                                                      Muitos e muitos beijos,

                                                                                                                    Davy



              Colocou a carta no envelope e, na manhã seguinte, levou-a ao correio. O que Davy nem imaginava era que Dianna não estava nos Estados Unidos...

                                                        * * *


                   Alguns dias depois do término de Dianna e Peter, os pais e o irmão dela chegaram da Europa para vê-la. O plano da jovem professora era passar as férias com eles em seu continente natal e, ao voltar, procurar Davy.
                       Depois de conversarem sobre amenidades, a tia Lucy disse aos pais de Dianna:

- Lawrence, Susan, tenho algumas coisinhas a dizer sobre os namoros da Dianna.
- Namoros da Dianna? – Giles olhou para a irmã mais nova com um ar que denotava ciúme. Ele sempre fora superprotetor.
- Que “coisinhas”, Lucy? – perguntou o sr. Mackenzie.
- Bem, primeiramente ela namorou um rapazinho baixinho e sem absolutamente nenhuma classe chamado Davy Jones.
- Davy é baixinho sim, tia Lucy, mas é um perfeito cavalheiro inglês! – Dianna protestou.
- Tudo o que sei é que eles terminaram, depois Dianna arranjou outro namorado, terminou com ele também e agora mantém correspondência com Jones.
- Desejo conhecer esse Davy Jones.  – disse a sra. Mackenzie.
- Não perca seu tempo, Susan! – disse tia Lucy.
- Oh, mamãe, a senhora vai adorá-lo! – exclamou Dianna.
- Ela adoraria Peter, isso sim. – resmungou sua tia.
- Não reclame, tia Lucy, agora ele é genro da senhora.
- Bem, filha, vai querer ir comigo, com sua mãe e com Giles para a Europa?  - quis saber o pai.
- Claro que sim, papai! – respondeu Dianna.


           















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