Bom dia! Para animar essa "ressaca de Natal", temos novo capítulo da minha fanfic medieval! Boa leitura!
(Emma's POV)
- Que olhar e sorriso sonhadores você tem hoje, Dianna! - observou Lady Emma Carlisle. Ela era filha de Lord Carlisle, o braço direito de Lord Mackenzie, pai de Dianna, sua melhor amiga.
- Pareço muito alheia ao que está acontecendo ao meu redor, Emma?
- Sim, minha amiga, parece. Em que está pensando?
- Oh, Emma, estou pensando no rapaz mais encantador que já vi em minha vida!
- Está apaixonada por Lord Tork? Eu a invejo, queria poder amar Lord Michael Nesmith, em vez de Lord Michael Dolenz!
- Quem falou em Lord Tork? Eu não estou apaixonada por ele!
- Por quem, então, Dianna?
- Oh... Por David Jones.
- Ele é um cavaleiro? Um lorde? O filho de um lorde?
- Quem me dera ele fosse! Ele é o escudeiro de Lord Tork.
- Dianna, você não pode...
- E você não pode amar Lord Michael Dolenz!
- Sim, mas... Eu ainda poderia me casar com ele, se não estivesse prometida ao filho de Lord Nesmith. Já você nunca poderá realizar seu amor!
- Eu sei, Emma! Mas meu coração não sabe! Ah, se ele ao menos pudesse ser sagrado cavaleiro! Então ele poderia me cortejar, e pedir minha mão ao meu pai!
- Está bem, donzela apaixonada! Pare de sonhar. Você está noiva. Do amo dele!
- Ao menos estarei perto dele. - Dianna suspirou.
- Bom... Ao menos isso. Já eu só poderei ver Lord Michael Dolenz se ele visitar o feudo dos Nesmith.
- Você vai esperar por isso ansiosamente, eu sei.
- Confesso que sim.
Naquele momento, Lady Mackenzie, mãe de Dianna, acompanhada de Lady Carlisle, madrasta de Emma, entraram nos aposentos de Dianna, onde as jovens estavam. Lady Mackenzie disse:
- Todos os senhores feudais das Terras do Norte e seus herdeiros estão aqui. Vão cuidar dos preparativos de guerra.
- Aqui, mamãe? Mas o feudo de Lord Tork é maior! - Dianna observou.
- Sim, querida, mas o nosso é mais poderoso.
- Faz sentido.
- Por falar em Lord Tork... Aprontem-se, as duas. - disse Lady Carlisle. - Devem encontrar-se com Lord Tork e Lord Michael Nesmith.
As duas amigas trocaram um olhar resignado. Ambas não desejavam seus noivados. Todavia, aquilo havia sido determinado por seus pais e elas eram impotentes quanto a isso.
Levantaram-se e cada uma foi falar com seu noivo. Emma foi introduzida nos aposentos destinados ao seu futuro marido. Lord Michael Nesmith levantou-se e beijou a mão dela. Assim que o criado dele saiu, ele disse:
- Lady Emma, sua beleza é tanta que fico até um pouco feliz em saber que irei desposá-la.
- Milorde, você é um homem com tantas qualidades... Belo, corajoso, leal, inteligente. Qualquer mulher regozijar-se-ia em tornar-se sua esposa... Exceto por mim.
- A senhorita ama um Lord Michael... Que, para tristeza de nossos pais, não sou eu.
- Lord Michael, como....?
- É impossível não notar como seus olhos brilham quando vê Lord Michael Dolenz, Lady Emma.
- Mas ele já está comprometido, e ama sua noiva.
- Eu o invejo. Queria poder amá-la, Lady Emma.
- Não sou digna de seu amor, ao contrário de Lady Alice Stone.
- Milady também sabe do segredo mais bem guardado de meu coração!
- Também é impossível não notar o brilho em seus olhos quando ela entra no salão, Lord Michael. - Emma sorriu.
- Sua doçura certamente me fará feliz, milady. - ele disse.
- Milorde, eu creio que, não obstante nossa boa relação, jamais teremos um casamento feliz.
- Talvez... Mas o futuro a Deus pertence. Talvez eu não volte vivo dessa guerra...
- Lord Michael! Mesmo que eu não queira me casar com você, não lhe desejo mal algum!
- Agradeço-a pela preocupação, milady. - ele beijou a mão de Emma. - Vê-la-ei no jantar?
- Suponho que sim. Decerto Lord Mackenzie precisará dos conselhos de meu pai, e por isso ficaremos aqui por um bom tempo.
- Portanto... Até o jantar, milady.
- Até o jantar, milorde.
Ao sair dos aposentos de Lord Michael Nesmith, Emma encontrou Dianna. Indagou-lhe:
- Como foi a conversa com Lord Tork?
- Nada má. - respondeu Dianna. - Ele me disse que não parou de pensar em mim um só minuto desde que me conheceu, no baile em seu feudo.
- E o que você respondeu?
- Que ficava muito lisonjeada. Não é mentira, todavia, eu preferiria ouvir tais palavras da boca de David Jones... E sua conversa com Lord Michael Nesmith?
- Boa, eu diria. Temos consciência de que não nos amamos, entretanto, ele é um rapaz agradável, isso não se pode negar. E creio que ele pensa o mesmo a meu respeito.
As duas caminhavam pelo pátio do castelo dos Mackenzie, quando Dianna ficou paralisada. Emma viu, então, um jovem baixo, de olhos e cabelos castanhos, vindo da estrebaria.
- É uma honra revê-la, Lady Dianna. - ele disse, beijando a mão dela.
- T-também é uma honra revê-lo, sr. Jones. - respondeu ela.
- E quem é esta jovem? - perguntou ele, apontando para Emma.
- Esta é Lady Emma Carlisle, noiva de Lord Michael Nesmith e minha melhor amiga.
- Encantado em conhecê-la, Lady Emma Carlisle. - ele fez uma reverência e beijou a mão de Emma. Logo voltou sua atenção para Dianna novamente. - Eu estava conferindo as ferraduras e a sela do cavalo de Lord Tork.
- O senhor também irá para a guerra, sr. Jones? - quis saber Dianna.
- Sim, eu irei, milady. É minha grande chance de ser sagrado cavaleiro. Ademais, Lord Tork precisa de meus serviços. Preciso ir, miladies. Até logo!
- Até logo! - disseram as duas.
Quando ele se afastou, Dianna suspirou e inquiriu:
- Oh, Emma, ele não é adorável?
- Devo reconhecer que sim, ele é, Dianna.
- Que Deus o proteja nesta guerra! E que permita que ele seja sagrado cavaleiro!
- Você deseja isso com todas as suas forças, não é?
- Sim. É a única maneira de ele poder, ao menos, me fazer a corte!
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