segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Oneshot: Sweet Young Thing (Grind Myth)

Olá! Hoje temos postagem de mais uma fic curtinha. Essa é uma Grind Myth, inspirada no mito de Pigmalião e Galateia. O ship? Alberta Mann e Walter Koenig. Espero que gostem. 


Na ilha de Chipre, vivia um jovem escultor. Seu nome era Walter Koenig. Ele desprezava as mulheres. Dizia que elas eram cheias de defeitos. Seus amigos o advertiam de que um dia ele se arrependeria amargamente das injustiças que dizia, mas ele não lhes dava ouvidos.
     Um dia, Walter tomou uma decisão ambiciosa: faria uma estátua mais perfeita do que qualquer mulher viva, e também mais perfeita do que qualquer outra estátua.
      Para realizar seu projeto, encomendou o mais alvo e duro marfim e as mais reluzentes pedras preciosas. Quando as encomendas chegaram, pôs-se a trabalhar no mesmo momento.
      Trabalhou dias a fio, entalhando uma bela figura feminina no marfim. Nem estava acabada e já era esplêndida. Então, ele começou a cuidar dos detalhes. Incrustou ouro para fazer os cabelos. Esmeraldas para os olhos. E rubis para os lábios.      
  A estátua era a coisa mais linda que uma mão humana já havia produzido. Contudo, Walter não estava satisfeito. E continuou aperfeiçoando sua obra. Até que um dia percebeu que não podia fazer mais nada para melhorar sua estátua. Estava absolutamente perfeita.
    Ficava horas e horas admirando a estátua. E aconteceu algo surpreendente: apaixonou-se pela estátua. Ele a chamava de Alberta.
     Desesperado de amor pela moça de marfim, ele tentava fingir que ela era uma garota de verdade, o que não era difícil, pois quem olhasse acreditaria se tratar de uma pessoa de carne e osso. Somente chegando muito perto para perceber a realidade.
    Em seu faz de conta, ele a enchia de presentes: jóias, flores, perfumes. À noite, ele deitava a estátua numa cama confortável. Além de contemplar Alberta, ele a beijava, abraçava, acariciava, sussurrava palavras doces.          
      Porém, logo percebeu que não podia continuar com aquilo. Não o levaria a lugar algum. Então, resolveu orar a Odile, a deusa do amor.
       Chipre era um dos maiores centros de culto da deusa, e a época do grande festival em honra dela se aproximava. Num certo dia do festival, Walter, assim como vários dos habitantes da ilha, foi fazer sua oferenda a Odile. Depositou a oferenda no altar da deusa, e murmurou seu pedido:

  • Oh, mais bela das imortais, por favor, ajude-me a encontrar uma jovem que seja semelhante à minha adorada virgem de marfim…



   Odile já estava ciente do amor que Walter nutria pela estátua havia muito tempo. E estava mais do que disposta a ajudá-lo. Para mostrar isso, ela fez a chama do altar onde ele deixou sua oferenda subir três vezes mais alto do que as chamas dos demais altares. Walter considerou aquele um sinal auspicioso.
      E ele voltou para casa, esperançoso. Logo se dirigiu à sua adorada criação. E beijou seus lábios ternamente. No entanto… Ficou surpreso ao sentir lábios macios e quentes, em vez da solidez e frieza do marfim. Incrédulo, ele acariciou os cabelos dela. E não era mais ouro. Eram cabelos humanos, sedosos. A pele não era mais marfim rígido e gelado. Era pele humana, suave e morna. Walter se afastou, e viu diante dele Alberta, sua obra de arte. Mas ela não era mais uma escultura. Era uma jovem mulher de carne e osso. E ela sorria para ele com doçura.

  • Olá, Walter. - disse ela, na voz mais meiga que ele já tinha ouvido.
  • O-olá… - ele balbuciou. Caiu de joelhos diante dela, e orou agradecendo a Odile.


     Ergueu-se novamente e beijou Alberta mais uma vez, ela agora correspondendo apaixonadamente. Eles se acariciavam com ardor. E então ele a levou para seu leito. Foi uma bela noite…
       Daquele casamento, nasceriam duas meninas, Phillipa e Natalie. Um dia, elas cresceriam e se tornariam sacerdotisas de Odile. E os pais delas seriam eternamente felizes.

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