sábado, 18 de junho de 2016

Every Little Thing She Does Is Magic - Capítulo 2

Boa noite! Temos mais um capítulo da fic inspirada em Harry Potter, e eu espero que vocês gostem! Boa leitura. 


       
  No dia seguinte, após o café da manhã, Davy, Louise e seus amigos tinham aula de Defesa Contra As Artes das Trevas.




- Como será que o Cálice sabe quem tem idade para participar ou não? - Micky perguntou.

- É um artefato mágico muito poderoso. Ouvi dizer que colocaram nele feitiços que nós nem imaginamos que existem. – respondeu Mike.

- Tá bom, sr. Sabe-Tudo, e como alguém que, hipoteticamente, quisesse ludibriar o Cálice de Fogo poderia fazer? – Micky insistiu.

- Bom... Poderia tentar uma Poção de Envelhecimento. Mas o Rafelson não vai ser enganado por algo tão óbvio assim. – Nez respondeu.

- É por isso que vai dar certo! – Micky exclamou. – Porque é pateticamente óbvio!

- Hum, eu não tinha pensado nisso... – Mike deu um sorriso malicioso.

         

   Davy, Louise, Odile e Peter riram. Eles que tentassem. Os seis entraram na sala de Barry Thompson e se acomodaram em suas carteiras. Logo o professor entrou, seu olho de plástico girando em todas as direções e perscrutando todos. Davy sentiu-se bastante incomodado com aquilo. Parecia que ele tinha os olhos pregados em sua cicatriz em forma de raio.
    Thompson foi até a frente da sala e começou a falar, num tom que ribombava como um trovão:




- Barry Thompson. Ex-auror. O insatisfeito do Ministério. Estou aqui porque Rafelson pediu, fim da história, é só isso e ponto final!


           

     Uns e outros tremeram em suas cadeiras.



- Agora, meu dever como professor desta disciplina exige que eu ensine vocês a lidar com algumas das piores coisas existentes no mundo da magia. E uma dessas coisas são as Maldições Imperdoáveis. Quem sabe quantas são?


            

        Dianna Mackenzie ergueu a mão no ar.



- Sim, senhorita...?

- Mackenzie, senhor.

- Ah, a filha do Lawrence e da Susan, não é?


            

      Dianna acenou com a cabeça.




- Você cresceu, o tempo passa rápido... Bom, mas quantas maldições são, srta. Mackenzie, pode dizer?

- Três.  – disse Dianna.

- E por que elas receberam esse nome?

- Porque são imperdoáveis. Se tentar qualquer uma delas...

- VAI GANHAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA PARA AZKABAN! Correto! – completou Thompson, quase quebrando o giz na lousa, no que pareceu um acesso de raiva. – O ministério acha que vocês não devem aprender sobre tais maldições, mas eu penso diferente! Precisam saber o que vão enfrentar! Precisam estar preparados! Tork!

- S-sim, s-senhor? – Peter tremeu.

- Conhece alguma das Maldições Imperdoáveis?

- Eu... Hã, bom... Meu pai me falou sobre uma, uma vez. A Maldição Imperius.

- Ah, sim, sim, o Halsten sabe tudo sobre essa. Quem conjura esse feitiço sobre alguém consegue que seu alvo realize tudo que lhe for ordenado...


             

    Thompson pegou uma aranha de um pote, apontou a varinha para ela e disse:




- Imperio!

          

  A aranha correu em círculos, executou o que pareceu ser um número de sapateado com suas oito pernas e quase se afogou num balde cheio de água que havia sido colocado embaixo de uma goteira. Thompson recolheu a aranha e disse:



- Muitos bruxos e bruxas alegaram que só obedeceram as ordens de Você-Sabe-Quem porque estavam sob o efeito da Maldição Imperius. Mas tem um problema: como descobrimos os mentirosos?

          
             

   Ele olhou por toda a sala, até que seus olhos pousaram num garoto alto, de cabelos pretos e olhos claros, um pouco dentuço, chamado Geoff Hurst. Ele era da Grifinória.


- Hurst, não é? – indagou o professor.

- Sim. – respondeu o garoto, timidamente.

- Pode me dizer o nome de mais uma das maldições?

- Bem... Maldição Cruciatus. Mas...

- Exato.

           
       

     Thompson colocou a aranha sobre a mesa de Hurst, apontou a varinha para ela e disse:



- Crucio!

          
       

   No mesmo momento, a aranha começou a se debater e a estrebuchar, emitindo um som estridente de... Dor. Geoff parecia muito perturbado por ter que ver aquilo. Uma garota também da Grifinória chamada Elena Valdez pediu:



- Pare, senhor! Não vê que está fazendo mal a ele? Pare!


          

   Thompson parou, guardou a varinha, pigarreou e disse:




- A maldição da tortura. Me desculpe, garoto. Bem, só falta uma.


              


       Ele caminhou até a mesa de Dianna e disse:




- Talvez queira nos dizer qual é a terceira e última maldição, srta. Mackenzie.


               

        Dianna parecia muito perturbada. Ela olhou para Davy, parecendo hesitante, e por fim se calou.




- Não quer mesmo dizer? – insistiu o professor. Dianna assentiu com a cabeça, e Thompson, apontando a varinha para a aranha, exclamou: - Avada Kedavra!


               

   A garota tremeu e escondeu o rosto nas mãos. Davy sentiu uma dor na cicatriz.



- Tudo bem? – Louise cochichou para ele.

- Sim. Estou bem. – Davy murmurou.

- A maldição da morte. – disse Thompson. – Só uma pessoa sobreviveu a ela. E está aqui na sala.


           

    E todos olharam na direção de Davy. Para o alívio dele, a aula acabou. Lá fora, Peter disse:




- Ele é brilhante, não é? Meio maluco, e dá arrepios ficar na mesma sala com ele, mas ele tem experiência, ele sabe do que a falando...

- Ah, não sei não. – Mike falou. – Tem um motivo para essas maldições serem imperdoáveis. E fazer isso na sala de aula? Vocês viram as caras da Dianna e do Geoff?

- Nez, quieto. – Odile acotovelou-o e apontou para alguns degraus a frente, onde estava Geoff, conversando com Elena. Thompson foi até ele, falou alguma coisa em tom baixo e Geoff o seguiu de volta à sala dele. Elena foi embora.


         


  Na quarta-feira à noite, Davy, Louise, Odile e Peter estavam vendo alunos das três escolas fazerem suas inscrições de última hora. Mike e Micky estavam sumidos.




- A glória eterna. Dá para imaginar? – Louise comentou. – Quem sabe daqui a três anos, quando tivermos idade.

- Antes você do que eu. – Davy respondeu, com uma risada.


     

   As portas do Grande Salão se abriram, revelando Colin Black, ladeado por Talia e alguns amigos. Ele depositou o papel com seu nome no Cálice de Fogo, e foi muito aplaudido. Davy nunca tinha reparado, mas Colin era até bastante atraente... Ele até se conformava com o fato de Talia estar com o garoto mais velho. Viram também Renée Chapelle, da Beauxbatons, se inscrevendo, e por fim Igor Kotovski. Depois que Igor foi embora, as portas do Grande Salão se abriram mais uma vez, e entraram por ela Mike e Micky, trazendo frasquinhos nas mãos.



- Não me digam que vocês vão mesmo... – Louise começou.

- Querida Lulu, como diz o ditado, quem arrisca não petisca. – Micky retrucou.

- Pelo amor de Deus, Mike, você mesmo disse que uma Poção de Envelhecimento não funcionaria! – Davy exclamou.

- Estão vendo aquilo? É a Linha Etária. Foi o próprio Rafelson que planejou. – disse Odile.

- E daí? – Mike e Micky falaram, num tom de deboche.

- E daí que um gênio como Rafelson não vai ser enganado por um truquezinho tão óbvio quanto uma Poção de Envelhecimento! – Peter afirmou.

- Mas é um truque tão óbvio que Rafelson deve ter descartado um contra-feitiço para essa poção! – Mike piscou.


           

    Louise, Davy, Peter e Odile trocaram olhares impacientes. Só esperavam para ver.




- Pronto, Nez?

- Pronto, Micky.

- Vamos lá! – os dois falaram juntos, e beberam as poções. Em seguida, pularam dentro da Linha Etária. Conseguiram.

              
             


  Eles depositaram seus nomes dentro do cálice. Contudo, quando cantavam vitória, o Cálice de Fogo expeliu os papéis com os nomes deles e eles foram arremessados para longe. Seus cabelos ficaram brancos e cresceram neles barbas brancas como neve.



- Você disse que ia funcionar! – exclamou Mike, furioso.

- Eu? Você disse! – Micky retrucou.

          

  Os dois começaram a trocar socos. Peter e Davy ecoavam o burburinho de “Briga! Briga!” dos outros meninos, enquanto Louise e Odile trocavam olhares. Os garotos realmente eram uns tapados.


***



          

  Finalmente chegou a hora que todos esperavam: a do jantar de quinta-feira. Depois que todos pareciam estar empanturrados, Rafelson bateu com uma colher delicadamente na lateral de seu copo de cristal, para chamar a atenção.




- Vamos começar a seleção dos campeões!


              


   Cerca de trezentas cabeças viraram-se na direção da mesa dos professores, ansiosas. O Cálice de Fogo materializou-se, o fogo azul crepitando na sua boca. Todos olhavam para elas, com expectativa. De repente, o fogo avermelhou-se, e uma língua arrastou-se para fora do cálice, deixando escapar um papelzinho chamuscado. Rafelson apanhou-o no ar, desdobrou-o e anunciou em alto e bom som:





- A campeã de Beauxbatons... É Renée Chapelle!


             


  Foi uma chuva de aplausos. Renée pareceu não gostar muito daquela exposição, mas levantou-se da mesa da Corvinal, caminhou em direção à mesa dos professores e apertou a mão do diretor Rafelson. Renée ainda recebia os cumprimentos efusivos de sua diretora, a profa. Pommer, quando o cálice vomitou um novo papelzinho. Rafelson leu o nome ali escrito e exclamou:




- O campeão de Durmstrang... É Igor Kotovski!


             

  Igor já estava acostumado a receber salvas de palmas, contudo, não se exibiu. Caminhou até Rafelson e apertou a mão dele com a mesma calma que Renée. Depois, postou-se ao lado dela, esperando pelo anúncio do campeão de Hogwarts.
    Logo, um terceiro papel saiu voando do meio das chamas. Todos apuraram os ouvidos.





- O campeão de Hogwarts... É Colin Black!


              



  O Grande Salão prorrompeu em aplausos, sobretudo da mesa da Lufa-lufa. A casa tinha fama de abrigar os alunos mais preguiçosos e covardes, e ter um campeão dessa casa representando Hogwarts no torneio significava que a Lufa-lufa valia tanto quanto as outras casas.  Colin levantou-se da mesa da Lufa-lufa com um grande sorriso no rosto e apertou a mão do diretor. Lulu, seu irmão Mickey e seu pai eram os que mais batiam palmas. Colin era filho de Malcolm, o irmão de Mary, mãe de Louise.




- Excelente! – exclamou Rafelson, parecendo contente. – Temos nossos três campeões! Agora...


               

   No entanto, ele não pôde concluir seu pensamento. As chamas crepitaram ruidosamente outra vez... E vomitaram um quarto papel. Muito intrigado, Rafelson leu o nome escrito ali:





- Louise McGold? LOUISE MCGOLD!


                  



  Louise não entendia o que estava havendo. Como seu nome poderia ter saído do Cálice de Fogo? Ela sequer havia se inscrito...




- Vá, Lulu. – Davy apressou-a. – Melhor ir.


   

   Ela fez como o amigo disse. Vários olhares hostis a encaravam. Pensavam que ela tinha trapaceado, claro. Deu uma rápida olhada na mesa da Sonserina. Seu irmão Mickey parecia preocupado. Sua prima Felicity, entretanto, parecia furiosa. Lulu sabia como ela queria participar. E, ao olhar para a mesa dos professores, encontrou o olhar do pai, ainda mais preocupado do que o de seu irmão.


- Senhor... – ela tentou falar com Rafelson. – Eu não sei como...

- Precisamos conversar, srta. McGold.

- Diretor! – exclamou uma voz.


       

     O fogo vomitou mais um papel... Com um nome que encheu Lulu de pavor.




- DAVID JONES!


      

    Davy se levantou da mesa da Lufa-lufa, muito tenso. Mike e Micky o olhavam com raiva, e também para Louise. Peter estava nervoso. E Dianna, na mesa da Corvinal, ficou pálida.




- Prof. Rafelson, eu juro, nem eu nem Louise...


    
        

     Rafelson nada disse, só empurrou levemente Davy e Louise em direção a uma sala. Os outros diretores e os demais campeões os acompanharam.



- O que em nome de Merlin está acontecendo? – Louise cochichou.

- Não sei. E não estou gostando nada disso. – respondeu Davy.


           

             Dianna tinha se levantado da mesa da Corvinal para falar com os pais.



- Mãe, pai, por favor! Davy e Louise... Eles não podem participar!

- Vamos fazer o que pudermos, querida. – disse Susan, passando a mão no cabelo de Dianna.

- O que acho que não será muito. – acrescentou Lawrence. – Sua amiga e seu namorado foram escolhidos e a decisão do cálice é irrevogável, filha.

- Davy... Não é meu namorado. – a garota disse, com um suspiro.


            

   Os pais de Dianna entraram naquela mesma sala em que Rafelson havia mandado Davy e Louise. A garota se juntou a suas amigas, que tentavam consolar Dianna da melhor forma possível. Ela temia por Louise, com quem havia começado a criar uma amizade, por intermédio de Alice, que ficava com Louise de vez em quando, e mais ainda por Davy.


- Ai meu Deus... Esse torneio é perigoso... Lulu corre um grande risco... E Davy... Vai saber se alguém do lado do Lorde das Trevas não está por trás disso...

- Calma, Di. – dizia Emma. – Aqui, tome um pouco de suco de abóbora para se acalmar.

- O tio Larry e a tia Susie vão dar um jeito. – garantiu Erin.

- Mamãe não concorda com isso. – disse Dianna, após tomar um grande gole de suco. – Mas o papai...

- Será possível que seu pai vai mesmo permitir isso? Tem um grande engano nisso tudo... – Alice murmurou, preocupada com Louise, seu “sol”.


           
  Na sala, os outros diretores estavam indignados. Os outros campeões não diziam nada. Davy e Louise muito menos. Só faziam o máximo para garantir que não tinham tentado trapacear, de forma alguma. Susan tentava fazer seu marido reconsiderar, mas ele não parecia muito disposto a quebrar as regras, mesmo num caso como esse.


- As regras são muito claras. Todos aqueles que são escolhidos pelo Cálice de Fogo têm de participar do Torneio Tribruxo. É um ato contratual mágico inquebrável. O sr. Jones e a srta. McGold são, a partir de agora, campeões tribruxos. Agora, sugiro que os campeões vão dormir. Os cinco.

               
              

       Colin quis acompanhar Davy e Louise ao Salão Comunal da Lufa-lufa, mas eles deixaram o garoto seguir sozinho. Estavam apavorados.



- Davy... E se isso for coisa... De Você-Sabe-Quem? – Louise supôs, com medo.

- Deve ser, Lulu. Mas... Por que você também? Que interesse ele tem em você, Lulu? Eu não quero colocar você em perigo...

- Calma. Nós... Nós vamos conseguir sair dessa. – Louise abraçou o amigo.


               
        Na sala, os adultos ainda discutiam.



- VOCÊ ESTÁ LOUCO, LAWRENCE JOSEPH MACKENZIE? – gritava sua mulher. – NÃO PODE DEIXAR DOIS MENORES DE IDADE PARTICIPAREM DESSA DROGA DE TORNEIO! ELES SÃO IMPORTANTES PARA A SUA FILHA!

- Susan, querida, entenda, o Torneio Tribruxo é uma competição tradicional...

- NÃO ME VENHA COM ESSA! Com que cara eu vou dizer para a Dianna que a amiga dela vai ter que participar de uma competição que pode matá-la? COM QUE CARA EU VOU DIZER QUE O GAROTO DE QUE ELA GOSTA CORRE O RISCO DE MORRER NESSE TORNEIO?

- Sra. Mackenzie, por favor, sente-se. – disse Rafelson, colocando a mulher sentada numa poltrona e servindo uma xícara de chá.

- Obrigada, Bob. – a sra. Mackenzie sorveu um grande gole de chá e continuou a esbravejar contra o marido. – Larry, você vai buscar aqueles dois garotos agora mesmo e cancelar a participação deles no Torneio Tribruxo! Pense nos pais da menina! Devem estar mortos de pavor...

- Susie, eu já disse que...

- BAH! EU DESISTO! – ela colocou a xícara de chá na mesinha ao lado da poltrona. – Vou me desculpar com o Anthony McGold... E garantir que vou ficar de olho na filha dele.



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