Boa tarde! Hoje é meu aniversário e por isso, hoje vou postar uma oneshot de aniversário de aniversário de uma das nossas personagens favoritas: Dianna Mackenzie-Jones. Boa leitura!
02 de setembro de 1974. Dianna Mackenzie completava 29 anos. Ela tinha grandes planos para aquela data, e, obviamente, eles incluíam Davy Jones, seu marido. Contudo... Ele ainda estava em turnê.
Dianna despertou naquela manhã sentindo mais falta de Davy do que nunca. Mais do que nunca ela precisava sentir a respiração morna dele em seu pescoço, os braços dele ao redor dela.
- Saudade de você, Cuddly Toy... – ela murmurou, cheirando o travesseiro vazio dele.
Saiu de seus pensamentos tristes ao ouvir um chorinho. Vinha do quarto da frente, o quarto de suas bebês. Ela se levantou, calçou os chinelos e foi até o outro cômodo. Cecilia chorava em seu berço.
- Ah, meu amorzinho... – Dianna pegou a pequenina nos braços e a trouxe para perto de si, confortando-a e beijando seu rostinho. – Shiu... Tudo bem. Mamãe tá aqui.
Cece se acalmou um pouco, porém, parecia ainda um tanto desconfortável. Dianna sabia o porquê. Tanto Cecilia quanto Rebecca estavam mais chorosas desde que Davy tinha saído em turnê. As gêmeas sentiam falta do pai.
- Também sinto saudade do papai, Cece. – Dianna acariciou o cabelinho macio da filha, castanho-escuro como o de seu pai. Sentou-se na poltrona e começou a brincar com ela.
Até que o telefone tocou. Dianna foi até a sala atender, desejando que fosse seu marido.
- Alô?
- Di? – ela ficou um pouco desapontada ao ouvir a voz de Susan Mackenzie, sua mãe.
- Olá, mamãe. – ela respondeu.
- Feliz aniversário, querida! Não consigo acreditar que já tem 29 anos! Você e o seu irmão cresceram tão rápido! Muita saúde, paz e felicidade para você! E muito amor, claro.
- Obrigada, mamãe. – Dianna sorriu. – A senhora está bem? O papai? Giles, Catherine, Simon?
- Estamos todos bem, meu amor. Já vou passar o telefone para seu pai falar com você. Acredito que Giles vá te ligar mais tarde. Ele, a Catherine e o Simon já voltaram a Paris.
- Ah sim.
- Mas e minhas netinhas que amo tanto? E Davy? Como estão?
- Cece e Becky estão bem, mamãe. Cece está no meu colo. Becky ainda está dormindo. Davy... Ainda está em turnê. Mas não diga nada ao Giles caso ele pergunte algo à senhora... Você conhece o meu irmão.
- É claro que não, filha. Seu irmão é que não vai com a cara do seu marido, não sei por quê. Mas seu pai está pedindo para falar com você, vou passar para ele. Tchau e mais uma vez feliz aniversário, filha.
Logo, Dianna ouviu uma voz grave:
- Feliz aniversário, princesa! – para Lawrence Mackenzie, Dianna seria sempre sua princesa, apesar dos quase trinta anos. – Sua mãe e eu estamos com saudades! Quando você virá para nos ver e trazer as minhas netas?
- Obrigada, papai. Também sinto saudade de vocês. Bom, Davy e eu ainda estamos trabalhando, contudo, assim que entrarmos em férias iremos a Colônia para ver vocês.
- Ficaremos no aguardo. – Lawrence disse. – Acho que quando finalmente vierem Cecilia e Rebecca estarão falando e andando.
- Provavelmente. – Dianna riu.
- Outra vez feliz aniversário, minha filha. Eu te amo.
- Também amo o senhor, papai.
- Até mais!
- Até mais!
Dianna colocou o telefone no gancho. Havia algum tempo que não passava seu aniversário com os pais. Eles sempre estavam longe. Também não passava o aniversário com o irmão havia alguns anos. Giles raramente saía de Paris. Seu trabalho na embaixada o ocupava muito.
Ela ouviu outro choro. Becky havia despertado. Dianna buscou a outra pequena no quarto. Levou suas duas filhas para a cozinha. Como elas ainda não andavam, era um pouco difícil transportá-las para algum lugar sem Davy. Tinha que pegar no colo uma de cada vez. Porém, quando podia, deixava-as engatinhar pela casa.
Colocou-as nos seus cadeirões e preparou papinhas para elas. Revezava-se entre uma e outra, e isso não era exatamente fácil.
- O pai de vocês nem sabe a falta que ele faz, meninas. – Dianna gracejou.
Após as duas meninas terem terminado de comer e Dianna ter limpado suas boquinhas, o telefone tocou novamente. “Tomara que seja o Davy”, Dianna pensou. Correu para atender, as meninas engatinhando atrás dela.
Tirou o fone do gancho, e ouviu:
- MANINHA! FELIZ ANIVERSÁRIO!
- Obrigada, mano! – Dianna riu da empolgação de Giles.
- Eu juro que se pudesse iria a Londres para ver você! Mas você sabe como é trabalhar na embaixada...
- Eu sei, Giles, não tem problema. Eu entendo.
- Você sabe que eu te amo, Di, não sabe?
- Claro, Giles. Também te amo, apesar de você ser um chato de galocha.
Giles riu e indagou:
- Cece e Becky estão bem?
- Estão ótimas. Estão brincando no tapete da sala neste exato momento.
- Diga a elas que o tio Giles está mandando um beijo. E o seu excelentíssimo marido? Ele está aí?
Dianna sabia que Giles ficaria furioso se soubesse que Davy estava em turnê em pleno aniversário de sua esposa, então mentiu:
- Ele... Está sim. Está arrumando algumas coisas no estúdio dele.
- Ah sim. Vocês já... Fizeram aquela... Hã... Coisa especial de aniversário?
- Não! – Dianna riu. – Como você é tarado, Giles!
- Não sou tarado! Ainda mais depois que tive aquela experiência traumática... Quando peguei vocês com a boca na botija.
- Você é tarado sim, mano, não negue.
- Talvez eu seja. Mas bem, estou morto de saudades de você, irmãzinha, e mais ainda das minhas sobrinhas. Quero ver vocês.
- Também quero ver você e o Simon.
- Quem sabe em breve. Até logo, maninha, e feliz aniversário novamente!
- Até logo, mano, e obrigada de novo!
Dianna desligou e começou a ajeitar a casa. Já estava começando a acreditar que Davy havia se esquecido de seu aniversário. Ele nunca esquecia. Nem o aniversário de casamento. Ele ia contra o estereótipo de que homens sempre esquecem esse tipo de data.
- Já basta não estar aqui... Também não me liga? Puxa vida, leãozinho... Pensei que você se lembraria.
Ela se sentou no sofá, desanimada. Apesar das ligações efusivas de seus pais e seu irmão, a aniversariante estava triste. Tentou se distrair brincando com as gêmeas. Esperava que ao menos as amigas ligassem... E Lulu.
***
- Tudo certo com o nosso plano, Louise? – indagou Emma à atriz, a melhor amiga de Davy.
Emma até gostava de Louise, no entanto, ao seu ver, a “hobbit loirinha” tinha um grave defeito: era amante de Dianna. E isso enciumava demais a filósofa casada com Micky Dolenz.
- Tudo certo. – garantiu Louise. – Vou buscar o Davy no aeroporto. A Di vai ficar muito feliz.
- É o que espero. – Emma respondeu.
- Eu confio no meu Sol, e você também deveria, Emma. – Alice disse. – Não tem como dar errado.
- Não mesmo. – Erin concordou. – Davy será o melhor presente que Di vai ganhar na vida. Aliás, Emma, Alice, vamos ligar para ela? Depois você liga, Lulu. Pode ser que desperte suspeita se ligar conosco.
- Tem razão, Erin. – Louise concordou.
Assim, as três melhores amigas de Dianna ligaram para ela. Erin colocou no viva-voz.
- PARABÉNS PARA A MELHOR PRIMA DO MUNDO! – Erin exclamou assim que Dianna murmurou um amuado “alô”.
- Erin! Obrigada! É você quem é a melhor prima do mundo!
- E não sou só eu que estou te ligando para dar parabéns!
- FELIZ ANIVERSÁRIO, AMIGA! TUDO DE BOM! – Alice desejou.
- Awn, obrigada, Alice! – Dianna agradeceu.
- MOZINHO DA MINHA VIDA! – Emma exclamou ainda mais entusiasmada do que as amigas. – FELIZ ANIVERSÁRIO PARA VOCÊ! QUE TUDO QUE VOCÊ SONHA E DESEJA SE REALIZE E VOCÊ CONTINUE SENDO ESSA PESSOA ESPECIAL! TE AMO!
- Obrigada, mozão! Também te amo!
As quatro conversaram mais um pouco, e depois de alguns minutos, desligaram. Louise disse:
- Preciso ir buscar o Davy logo. Mas dou um jeito de ligar antes.
- Boa sorte, meu Sol. – Alice desejou.
- Obrigada, minha Lua. – Louise respondeu, saindo da casa de Alice, onde as quatro amigas de Dianna estavam reunidas.
- Espero que realmente dê certo. Dianna não pode passar o aniversário sem o Cuddly Toy dela. – Emma disse.
- Emma, sabemos que você tem ciúme por causa da Louise, mas precisa fazer um esforço e confiar nela. – disse Erin.
- Louise já tem a Alice, por que tem que ser amante da Di também? – Emma fechou a cara.
- Emma, eu também tinha ciúmes da Lulu com a Di. Mas aprendi a controlar e aceitar. – Alice revelou. - Elas se amam, temos que aceitar. Mas você e eu sabemos que elas nos amam também, não sabemos, amiga?
- S-Sabemos. – Emma concordou.
***
Dianna havia acabado de almoçar. Becky brincava com seu ursinho de pelúcia Berni, mascote do Bayern de Munique, presente de seu padrinho Gerd Müller, sentada no sofá, enquanto a mãe amamentava a irmã. Cece normalmente era mais grudada no pai, porém, para suprir a falta, naqueles dias a gêmea mais velha quase não se afastava da mãe.
Becky cansou-se de brincar com Berni e acabou se deitando no sofá, com sono, enquanto Cece largou o peito de Dianna, bocejando. A gêmea mais agitada dormiu primeiro, e, para liberar seu colo, Dianna levou Cecilia para o berço, protegendo Becky com algumas almofadas para que não caísse.
Mal a mãe retornou à sala, Becky caiu no sono, e Dianna levou a gêmea mais quieta para seu berço. Dianna, então, resolveu ir para seu quarto deitar um pouco também.
- Não foi bem assim que planejei meu aniversário... – ela murmurou.
O telefone tocou, e Dianna atendeu-o na extensão de seu quarto, desejando que fosse Davy. Mas não era. Era Louise.
- Di, minha amadinha! Feliz aniversário!
- Obrigada, Lulu! Ao menos você se lembra de mim!
- Como assim?
- O tratante do seu melhor amigo não me ligou até agora.
- Di, Davy está em turnê, ele deve ter um bom motivo para ainda não ter te ligado.
- Assim eu espero! Ai, Louise, me dá até um aperto na garganta... Será que...
- Ah, não, Di, não comece com as suas paranoias! Eu sei que também sou ciumenta, mas estou tentando aprender a controlar. Você também precisa fazer isso. Davy ama você e você sabe disso. Como ele estava da última vez que te ligou?
- Ah, foi fofo como sempre. Disse que estava com saudades de mim e das meninas. Que não via a hora de voltar para casa, e de... Bem, de me amar.
- Viu? Não se preocupe, amada. Olha, hoje eu não poderei ir até aí, mas juro que amanhã passo aí na sua casa e dou um beijo nesses seus lábios tão carnudos e deliciosos. Te amo e parabéns mais uma vez!
- Até logo, Lulu. Também te amo. – Dianna suspirou.
Dianna desligou e afundou a cabeça no travesseiro. Por mais que Louise lhe dissesse que estava tudo bem, queria mais do que tudo ouvir a voz de Davy naquele dia. Enquanto isso, Louise ia ao aeroporto para buscar o amigo. Pelos seus cálculos, ele deveria estar chegando dentro de uma hora. Ela chegou ao aeroporto às 17 horas. A chegada do avião estava prevista para as 18 horas.
Dezoito horas. Nada. Passou-se meia hora. Nem sinal. Louise estava começando a ficar nervosa. Começou a rezar para que não houvesse acontecido nada de errado com Davy. Em casa, Dianna via que as horas passavam e nem um telefonema do marido.
- Davy, se você achou outra Nami... Eu nunca vou te perdoar...
Vinte horas. Enfim, o avião de Davy pousou. Louise correu pela plataforma de desembarque para abraçar o amigo.
- DAVY! EU ESTAVA MORTA DE PREOCUPAÇÃO!
- Tá tudo bem, Lulu. O avião atrasou um pouco devido à neblina. Mas eu estou bem, relaxa.
- Eu estou calma agora. Mas certa pessoa está surtando.
- Di.
- Quem mais seria? Poderia ao menos ter ligado para ela antes de sair.
- Não tive tempo. Tive que fazer show, arrumar minhas coisas, comprar um presente para ela e as meninas...
- Entendi. Mas vamos para sua casa logo. Di está chegando a pensar que você arrumou uma amante.
- Eu faço tudo errado... – Davy começou a se lamentar.
O carro de Louise estacionou em frente à casa dos Jones às 21h30min. Davy saltou do carro com as bagagens, não sem antes beijar a amiga em agradecimento. Dianna e as meninas se sobressaltaram ao ouvir o barulho de carro, e em seguida o de uma chave girando na fechadura.
- Amores da minha vida, cheguei! – ele exclamou, ao abrir a porta.
- Davy! – Dianna exclamou. – Onde você estava? Pensei que tivesse esquecido meu aniversário! Por que não ligou? Não disse que estava voltando para casa?
- Eu teria ligado para você e feito com que você pensasse que eu ainda iria demorar a voltar, Di. Queria fazer uma surpresa. Mas não tive tempo suficiente. Então tive que voltar sem te ligar.
- Você sabe como fiquei morta de receio?
– a voz de Dianna tremia.
- Eu sei, eu sei, Di. Mas fica calma. Eu amo você, leoazinha, se não amasse não teria cancelado o resto da minha turnê só para vir ficar em casa com você. – ele a abraçou e beijou-a suavemente.
- Desculpa, leãozinho. Você sabe como eu sou.
- Sei. – ele afagou o rosto dela. – E te amo muito, embora muitos homens achem que mulheres assim são insuportáveis.
- Você é maravilhoso, Cuddly Toy. – Dianna abraçou-o mais fortemente.
- Feliz aniversário, Di. – ele sussurrou no ouvido dela.
Depois de alguns minutos, Davy soltou Dianna para mimar as gêmeas, que haviam engatinhado até o pai e pediam a atenção dele. Dianna sorria. Até que seu aniversário não havia sido tão ruim assim...
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