quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Oh, Pretty Woman - Capítulo 2 (Norse Mythology)

Boa noite! Temos mais um capítulo da minha fic de mitologia nórdica. Espero que gostem. Boa leitura! 








             

         Naquela noite, Dianna não parou de pensar em Peter. Não queria admitir, mas o deus do verão havia conseguido um lugar para si no coração dela. Mas bastava pensar em Davy e seu coração batia mais forte.
         Passaram-se alguns dias sem Peter levar a moça novamente a Álfaheim, nem se manifestar de outra maneira. Dianna já julgava que o deus havia se esquecido dela e agora procurava outra jovem para galantear.
         Peter continuava a observá-la, contudo, desejava verificar se de fato ela amava demais o einherji, para pensar em como poderia substituí-lo no coração da amada valquíria. Ele decidiu fazer uma nova visita a Louise em Vanaheim, e assim fez.
           Ao adentrar Sessurúmnir, encontrou Louise desatenta e a suspirar.




- Louise! – ele chamou.


                  

           Sem resposta.



- Louise!

                     

            Tentou mais uma vez, chamando o mais alto possível.



- LOUISE!!!

                         
                           

                  Ela saiu do transe, assustada.




- Peter! Estás louco? Onde já se viu gritar desse jeito?

- Estou aqui há uns dez minutos te chamando, e não me respondes. O que foi? Estavas pensando em James?

- Eu estava pensando... Mas não em James.

- Poderias me dizer no que estavas pensando, então?

    
                      

                 A deusa olhou para os lados, hesitante. Julgando não haver ninguém que pudesse ouvir, pediu ao irmão postiço que se aproximasse, com um sinal. Ele fez como ela pediu, e então Louise sussurrou no ouvido dele:




- Estava pensando em Gerd.

- Gerd? O deus da guerra? – Peter estava surpreso.

- Sim... – Louise sorriu, sem jeito. – Ele é tão... Doce, apesar de ser um deus guerreiro. E não me importo que ele tenha só uma mão, isso é o de menos...

- Mas, mas... Louise! Ele é um aesir, um dos deuses de Asgard! Eles mal se importam conosco, os vanires, meros deuses da natureza que, segundo eles, passam o dia tomando sol e cheirando flores!

- Gerd não é assim, eu sei. E tu sabes que os aesires não são tão arrogantes assim. Meu verdadeiro pai é um asgardiano, sabes disso. E tu e nosso pai adotivo, Andrew, já viveram entre eles.

- Sim, mas nos expulsaram! Viram que nosso estilo de vida é totalmente diferente!

- Tu não podes falar muito de mim! Tu estás apaixonado por uma valquíria. Ela ama a guerra tanto quanto Gerd!

- Eu diria que ela ama mais um guerreiro do que a guerra.

- Ela só pensa no meu querido einherji.

- Sim. Louise... Tu já te envolveste com esse Davy Jones? Ou ao menos teves esse desejo?

- Peter! Por que todos pensam que sou inconstante, por ser a deusa do amor? Justamente por isso, eu sou constante nos meus amores. Sabe que antes de James nunca tive ninguém, e somente agora...

- Perdão, perdão, eu não quis ofender-te, minha irmã. Então não posso confiar em ti para me livrar do meu rival?

- Nem pensar! Mas o que pretendes? Fazer tua amada sofrer ainda mais? E assim ela viria correndo para ti?

- Bem, eu...

- Peter, não é assim que funciona! Ela vai vir para ti só para afogar as mágoas! E tu queres que ela te ame, não é?

- É claro!

- Então, não vai ser fazendo Davy beijar outra na frente dela que vais conseguir isso.

- O que farei, Louise?

- Isso só teu coração pode dizer.


                  

          Peter voltou para o seu palácio. Tinha uma intuição muito forte sobre o que deveria fazer, contudo, continuava inseguro. Trouxe-a para Álfaheim naquela noite, no mesmo salão de seu palácio em que a recebeu na primeira vez.




- Olá, Dianna. – ele sorriu para ela.

- L-Lorde Peter. – ela sorriu, tímida. – Pensei que já tivésseis vos esquecido de mim.

- Nunca... E por favor, não me chames de Lorde.

- Mas...

- Não precisas de formalidades comigo. Quero que sempre te sintas confortável quando estiveres perto de mim. – ele beijou o rosto dela e colocou uma coroa de rosas na cabeça dela. – Depois dizes que não nasceste para reinar... Estás ainda mais linda coroada de rosas. Pareces um lindo espírito da natureza.

                           


                   A valquíria corou.




- Eu não mereço teus elogios...

- Mereces sim, e muito mais. – ele afagou os cabelos loiros dela.

- Se sou assim tão bela, por que... Ele não vê?


                          

               Fazer Dianna se esquecer do guerreiro seria ainda mais difícil do que Peter previa.




- Ele pode ser um einherji, mas ainda é um homem. Falho como todos os outros. Muito falho, devo dizer, se consegue ignorar tamanha beleza, tamanho encanto. Mas o que tu vês nele?

- Eu... Não sei dizer... Ele é tão bonito, tão forte, valente e nobre... Me trata com gentileza, mas...

- Mas é a outra valquíria que ele deseja.

- Sim... – Dianna sentiu seu coração partir-se em mil pedaços. – O que ela tem que eu não tenho?

- Sinceramente? Não sei. Tu és tudo que ele poderia querer, Dianna. E és tudo que eu posso e de fato quero. – ele a tomou nos braços. – Sê minha e esquece o einherji de uma vez por todas.

- Perdão... Eu não consigo, L... Peter. Ele é tudo que eu amo, é tudo que eu quero. – ela tentou se soltar.

- Tens certeza? – Peter indagou, as bocas de ambos perigosamente próximas.

                   
                  

                    Dianna olhou no fundo dos olhos do vanir.



- Não. Eu não tenho. – e beijou-o.


                  

                   Peter sentiu a alegria inundar seu coração e seu corpo. Já era um excelente começo.



- Serás minha?

- Sim... – ela respondeu, docemente.


                   

                  O deus tomou-a nos braços e deitou-a na cama de flores. Dianna puxou Peter pela mão, fazendo-o cair sobre ela, provocando risadas em ambos. Ele ia levar a mão até o vestido branco dela, para despi-la, quando ela foi mais rápida e livrou o deus de suas roupas e sua capa de pele de veado. Dianna não pôde evitar suspirar ao ver Peter nu diante dela. Ele tinha um corpo magnífico.
                    Peter ajudou Dianna a livrar-se da vestimenta, e a nudez dela era ainda mais deslumbrante de perto.



- Se tivesses ideia de quão bela tu és... – ele sussurrou no ouvido dela, sedutor.

- E tu és... Maravilhoso... – ela suspirou.




                    Começaram a beijar-se com paixão. O senhor do verão apalpava os seios e a cintura da valquíria, que o arranhava nas costas. Deitaram-se nas flores macias, e ele passou a acariciar os cabelos dela, enquanto beijava-a no pescoço. Dianna retribuía beijando-o no peito. Enfim ele abriu as pernas da jovem e penetrou-a. Num primeiro momento, ela sentiu dor, pois ainda era donzela. Porém, logo acostumou-se à sensação, e mostrou seu deleite, gemendo. Peter também gemia.



- Aaaah... Minha linda e doce valquíria... Eu te amo...


- Eu... Não sei o que sinto por ti, Peter... Mas é um sentimento bom, isso eu sei...


             
                       Os beijos, carícias e movimentos prazerosos continuaram por mais alguns minutos, até que chegaram ao máximo prazer. Gritaram, e se separaram.




- Valquíria... Valquíria linda... – Peter não conseguia parar de afagar os cabelos dela e beijá-la.

- Peter...  – ela passava a mão no peito dele. – Eu... Nunca me senti tão amada... Tão desejada... Estou tão feliz! – ela sorriu.

- Fica comigo, e essa felicidade será eterna. – ele sorriu, beijando-a suavemente mais uma vez.

- Ainda não sei se desejo ser tua rainha.... Mas estou um pouco tentada a aceitar...

- Darei mais um tempo para que penses.

                      

                   Dianna dormiu nos braços de Peter naquela noite. De manhã, ele mandou-a de volta a Valhala. Mais tarde, porém, o deus recebeu em Álfaheim uma visita que não esperava.




- Grande Tony! – ele exclamou, ao ver diante de si o homem mais velho, que tinha uma aparência poderosa e intimidadora e usava um tapa-olho.

- Peter, lorde de Álfaheim, senhor da primavera e do verão. Eu soube que vós tirastes de uma de minhas valquírias a condição de donzela.

- S-Senhor... Eu amo Dianna de todo o coração! Juro-vos!

- Eu sei disso, meu jovem. Mas vós deveis prometer-me que ser vossa amante não afastará a moça de suas obrigações como valquíria!

- Eu... Juro, meu senhor.

- Assim está melhor. Ficarei de olho em vós e na garota. Agora... Podeis dizer-me o que se passa com minha filha, vossa irmã postiça?

- L-Louise? – Peter engoliu em seco. O Pai de Todos já percebia que sua filha estava diferente.

- Sim, é claro, Louise! Ela foi adotada por Andrew, assim como vós, mas continua sendo minha filha!
           


        Estava na dúvida se contava toda a verdade ou tentava esconder. Não que fosse possível esconder totalmente algo do grande Tony. Mesmo assim, preferiu fingir que não sabia de nada.




- Não, meu senhor Tony, não notei nada de diferente no comportamento de vossa filha. Muito menos sei de algo que poderia explicar uma mudança nela, se percebesse uma.

- Tendes certeza, meu rapaz?

- S-sim.

- Muito bem. Retornarei ao meu palácio em Asgard. Mas fiqueis sabendo, rapaz, que se fizerdes mal a minha valquíria... Eu mesmo a vingarei.

- P-perfeitamente, Pai de Todos.


                    Peter estava com medo de acabar fazendo algo que ofendesse Tony e provocasse sua ira. Era o confidente da filha do rei dos deuses, que via como irmã muito amada. E além disso, estava apaixonado por uma das seguidoras do Pai de Todos.
                  Só lhe restava fazer o possível para alertar Louise da suspeita do pai e tentar ao máximo não magoar sua doce amada, mesmo que sem querer. 


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