terça-feira, 3 de junho de 2014

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 1

 Com vocês, minha nova fic! Esta é a história de Fanny Fitzwilliam, a irmã mais nova da nossa querida Elinor Fitzwilliam, de "Heartbreaker". Na fic sobre o amor entre sua irmã e Robert Plant, ela aparece acompanhada do vocalista dos Hollies, Allan Clarke. 
  Mas antes dele, Fanny já havia se relacionado com Paul Simon e Ray Davies, e são esses namoros que serão retratados nesta fic. 






     

         Uma garota com grandes sonhos presa numa cidadezinha pequena. Essa era eu, a pequena e meiga Fanny. Na verdade, meu nome completo é Frances Elizabeth Fitzwilliam.
         Eu vivia com meus pais, o advogado Edmund e a dona de casa Helen, e a minha irmã mais velha, Elinor. Sempre adorei Elinor, ela é um anjo.
        Mas sempre senti que estava um pouquinho à sombra dela, por ser três anos mais nova. Então sempre me esforcei para que eu estivesse tão avançada nos estudos quanto ela.
          Elinor tinha um grande amigo, um rapazinho de sua idade chamado James Page, que ela insistia em tratar por Jimmy. A propósito, foi minha irmã quem me deu meu apelido. Quando eu era bebê, papai e mamãe me chamavam de "Franny". Como Elinor, quando criancinha, tinha dificuldades em pronunciar o R, me chamava de "Fanny". E o apelido pegou.
            Voltemos a Elinor e Jimmy. Minha irmã tinha suas amigas no colégio, mas sempre preferia a companhia de Jimmy à de qualquer uma de suas colegas. Quando eu fiz uns doze anos, Jimmy começou a viajar para tocar guitarra em bandas.
           Nas primeiras vezes, minha irmã chorava. Eu, em minha ingenuidade de recém-chegada à adolescência, achava que ela estava triste simplesmente porque seu melhor amigo estava longe. Depois entendi que Elinor ficava em prantos pelo fato de estar apaixonada por Jimmy.
           Quando nos tornamos adultas, minha irmã continuou cheia de problemas amorosos, como quando se apaixonou por Keith Richards. Enquanto ela estava às voltas com seu coração, o meu sabia muito bem o que queria.
             E o que ele queria era Ray Davies, dos Kinks. Mas antes, queria Paul Simon, da dupla Simon & Garfunkel. Quer dizer, a dupla havia acabado de se desfazer quando eu o conheci... Acho melhor explicar tudo.
           
               Eu era uma estudante novata de geografia na Universidade de Cambridge. Eu tinha tanta experiência de mundo quanto uma garota de 17 anos pode ter. Não conhecia ninguém na cidade, exceto minha irmã Elinor, que estudava Letras, minha prima Emily, que estudava Artes Plásticas, o namorado não-reconhecido de Emily, o também estudante de Artes Plásticas Syd Barrett, e os amigos do cara: Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason.
               Uma vez, topei ir a uma festa com eles. Lá, fomos apresentados a um jovem norte-americano formado em Letras, mas que trabalhava como músico, chamado Paul Simon. Baixo, jamais seria considerado um rapaz lindo, mas era gentil e simpático. Conversou bastante com Elinor, pois eram da mesma área, e com os rapazes, que gostavam de música e estavam formando uma banda. No entanto, ele também soube ser agradável comigo e com Emily.
              Quando estávamos indo embora, Emily deixou cair, sem querer, um lencinho branco de sua bolsa, que estava um pouco aberta. Paul, muito solícito, pegou o lenço antes que ele caísse no chão e devolveu-o à minha prima. Ela ficou muito agradecida.
               Eu notei o olhar daquele americano. Ele parecia estar encantado com a minha prima. Afinal de contas, Emily, com seus cabelos ruivos e olhos azuis, era uma lady. Contudo, seu coração já pertencia ao excêntrico Syd. “Pobre sr. Simon”, pensei.
              Esqueci esse incidente e continuei com a minha rotina, estudando bastante e saindo pouco. Minha irmã e minha prima eram estudiosas também, mas não recusavam um passeio, principalmente Emily. Fiquei sabendo, numa certa manhã, depois de umas três semanas, que um de seus companheiros mais freqüentes era Simon. Eu ia perguntar a Emily se ele já havia demonstrado um interesse por ela maior do que mera amizade, quando a campainha do apartamento que dividíamos soou.

-          Olá, Paul. – cumprimentou Emily.
-          Oi, srta. Fitzwilliam. Srta. Elinor, srta. Frances. – ele cumprimentou à minha irmã e a mim com um aceno de cabeça.
-          O que o traz aqui? – Elinor quis saber.
-          Eu gostaria de chamar as senhoritas para ver o meu show, antes que eu saia da Inglaterra para tocar em outros lugares. Será aqui em Cambridge mesmo.
-          Ficaremos muito contentes em ir, sr. Simon! – Emily sorriu. Notei que o tratamento formal, com as palavras “senhor” e “senhorita”, era uma espécie de brincadeira entre ele, Elinor e Emily. Era estranho, mas inegavelmente engraçado.

            Nós fomos. O show foi bom. Paul Simon tinha talento. Assim que acabou, ele nos recebeu em seu camarim, além dos rapazes. Ele contou que havia lançado um disco com um amigo, chamado Art Garfunkel, e que o disco havia fracassado. Aconselhei-o a não desanimar, e ele sorriu, dizendo:

-          Obrigado, srta. Frances. Prometo que não vou fraquejar.

         Depois de um tempo, ele chamou Elinor e eu. Emily estava distraída, conversando com Syd e os outros.

-          Fiz esta canção para a srta. Fitzwilliam. Mas eu creio que ela vai ficar no máximo grata. Eu sei que ela gosta do Syd. Chama-se “For Emily, Whenever I May Find Her”.


     Ouvi-lo cantar a bela música era de partir o coração. Dava para notar que ele sofria com aquele amor não-correspondido. E então eu notei que estava me apaixonando por aquele sujeito. 

3 comentários:

  1. Que lindo esse capítulo!Quero mais por favor!Simon é uma coisa tão fofa!

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  2. Ai tive pena mesmo do Paul Simon. Ele compôs uma bela canção pra Emily e ela só tinha olhos pro Syd (naquela época). O capítulo é lindo, eu amei! Continua postando Maris, mas não perca o foco de Sensation.

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