segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Stop! In The Name Of Love - Capítulo 15

Boa tarde! Temos mais um capítulo de Stop, menos de 24 horas após o 14. Espero que gostem. Boa leitura!












Capítulo 15 – 2 Become 1 (Erin's POV)

    É agora ou nunca. Ou eu recupero o Peter, ou mando ele pastar. Se ele quiser ficar com a Felicity, que fique. Eu vou sair do caminho e tocar a minha vida.
    Subi com Peter até o estúdio de cima, depois de gravado o clipe de She Hangs Out. Ele não deu a mínima para mim durante todo o clipe. Eu já deveria esperar por isso. Assisti à gravação da cena entre o personagem dele, Gene, e Sabrina, personagem de Felicity. E devo dizer: ele não estava atuando em nenhum momento. Aquela declaração foi real do começo ao fim. E o beijo também. Mas eu vou lutar até o fim.Todo mundo faz pouco caso de mim só porque procuro ser delicada. Aquela Ronda Rousey vai ver só.
   Após a gravação, fui até o camarim de Felicity, disposta a falar tudo que estava entalado na minha garganta. Mas nem pude abrir a boca.
- Ponha uma coisa nesta sua cabecinha. Peter não agiu como Davy. Antes que pergunte, sim, estou sabendo que ele está saindo com sua priminha nanica maldita! Agora caia fora antes que eu dê um bom chute em você, senhorita!

      Obedeci porque tenho bom senso, e ela não parecia estar blefando. Mas no dia seguinte eu ia dizer tudo, tintim por tintim.
     Eu os ouvi combinando sobre ensaiar na casa dela. E fiquei aguardando no camarim de Felicity de novo enquanto eles gravavam, no dia seguinte. Não ia conseguir assistir a Peter trepando com outra mulher bem na minha frente. Emma bem que me advertiu para desistir, mas ela me conhece e sabe que eu não me rendo fácil. Se eu tivesse que ser derrotada, eu me manteria firme até perceber que seria inútil continuar.
       Ela entrou no camarim e, ao me ver, disse:

- Sai daqui. Sai ou vou mandar Mickey tirar você daqui a força. Ou prefere que eu chame a polícia?
- Só quero conversar, Felicity.
- Conversar, é? Sei bem o conceito que você e as suas amigas têm de conversar.
- Eu não vou bater em você, não tenho chance mesmo. Sou muito menor.
- Que bom que reconhece isso. Agora sai.
- Felicity, só quero que saiba que eu admito que Peter realmente está apaixonado por você, ele ama você de verdade. Então eu vou sair do caminho. Mas só pergunto: por que o aceitou, sabendo que ele estava comigo?
- EU JÁ DISSE QUE ELE NUNCA TRAIU VOCÊ! ELE É MUITO MELHOR QUE O ANÃO SALAFRÁRIO DO DAVY! E se ele ainda estivesse com você quando ficou comigo eu o teria dispensado. Sabe por quê? Porque não sou uma oferecida, como a sua prima! Sua prima que mal viu o Davy e já foi abrindo as perninhas!

     Me ofender eu aceito, mas ofender a Di não!

- Tudo bem, eu acredito em você, Felicity. Mas também não precisa colocar a minha prima na história!
- Não venha querer defender a Dianna! Você sabe que ela fez isso!
- Dianna pode estar errada, mas ela tem sentimentos, por mais que você não acredite nisso! Ela ama o Davy, e ela não queria afastá-lo totalmente da Louise...

     Levei um tapa na cara.

- Aaaaah, ela não queria afastar o Davy totalmente da minha prima? É mesmo? ENTÃO POR QUE SERÁ QUE MINHA PRIMA A CADA DIA SENTE ELE MAIS DISTANTE, HEIN? Faz um favor, Erin. SAI DE PERTO DO PETER E MANDA A DIANNA SE AFASTAR DO DAVY TAMBÉM! OU DESPACHO VOCÊS DUAS PROS QUINTOS DOS INFERNOS, E NÃO VAI SER A EMMA QUE VAI ME IMPEDIR!

       Eu não ia aguentar ter que ouvir aquilo calada. E fiz questão de retribuir o tapa também. Ela puxou meu cabelo, e gritei de dor. Levei mais socos e revidei como pude. Isso atraiu a atenção de quem estava por perto do camarim, no caso, Odile e Michael.

- Fefe, o que está acontecendo? - indagou Odile, abrindo a porta, e ficando assustada com a cena. - Ah não, eu não quero mais brigas no meu estúdio!
- Tá tudo bem, Odile. - eu disse, me libertando das garras daquela tigresa chamada Felicity. - Meu recado está dado. E faça o Peter feliz, Felicity. É tudo que eu peço. Pra mim chega!


    E chega mesmo. Saí do estúdio, decidida a acabar com isso tudo de uma vez por todas. Chega de Peter e Felicity para mim. Peguei o celular e digitei uma mensagem para Emma:

Eu não vou mais pra turnê. Se quiser, chame a Di para ir com você. Eu não vou mais, de jeito nenhum!


       Ela logo respondeu:


O que foi que houve?

Eu desisto, Emma. Não vou recuperar mais o Peter. Não tem jeito. Ele que siga a vida dele, e eu sigo a minha.

Sabe, acho que você tem razão. Melhor partir para outra.

É o que farei. Ou até ficar solteira por um tempo, não tem nada de mais nisso.

Tá certa. Bom, eu vou ver se a Di quer ir junto.

Acho que se ela souber que é para a turnê dos Monkees, ela não vai querer. Você vai ter que pensar em algo para convencê-la.

(Dianna's POV)


Depois de toda aquela confusão no estúdio, Gerd e eu voltamos para o hotel. Ele me indagou algo:

- Di, eu quero aproveitar essas mini férias forçadas para voltar para a Alemanha. Sinto falta de lá. Por que não vem comigo? Podemos... Podemos reconstruir nossa relação, meine kleine. - ele pegou minhas mãos. - E podemos acertar tudo para o casamento, faz mais de dois anos que estamos noivos.

        Não acredito que Gerd ainda quer se casar comigo. Depois de todas as turbulências por que passamos. Talvez ele acredite que esse monte de reviravoltas na nossa relação seja devida a essa demora toda, e que nos casando vamos conseguir resolver tudo. Mas infelizmente eu não concordo.
      Não me vejo mais subindo ao altar, com ele me esperando. Não me vejo mais me desdobrando entre minha escrita e cuidados com mini Gerds, e nós dois formando um casal feliz. E pensar que eu ficava extremamente feliz só de imaginar isso há alguns anos... Contudo, eu ia esperar que ele voltasse para acabar com tudo, de uma vez por todas. Posso até não ficar com Davy, mas também não posso continuar fingindo que ainda amo o Gerd. Mas eu não consegui dizer "não" logo de cara para o convite dele.


- Eu... Vou pensar.

- Tudo bem. - ele suspirou. - Mas precisa me dar uma resposta até a noite. O vôo sai às 10h de  depois de amanhã.

- Certo...

       

       Até que recebi uma mensagem de Emma.




Di, quer viajar comigo?


Para onde, mozão?


Pensei em fazermos uma pequena viagem pelas principais capitais da Europa...


O Micky vai junto?


Não. Ele vai estar em turnê.


Turnê pelas principais capitais da Europa, eu presumo.


Eu não consigo mesmo enganar você, não é?


De jeito nenhum. Eu não vou.


Louise não vai.


Mesmo assim, eu não quero ir. Eu não quero ter que olhar na cara do Davy.


Até parece.


Emma, é sério. Estou cansada de ter que ouvir a Felicity me chamando de vadia e me olhando torto. Todo mundo me olha torto. Até a Lulu não liga mais pra mim. Sei que eu estou errada. Mas não percebi que tinha me "desapaixonado" pelo Gerd até que me apaixonei pelo Davy. Mas eu não quero continuar com isso. Eu não posso. Eu já ferrei muita coisa e não quero terminar de estragar o relacionamento deles.

   

  Pensei em aceitar o convite de Gerd. Tentar reconquistá-lo e deixar que ele me reconquistasse também. Quem sabe assim eu não estrago o namoro de mais ninguém.





Mozinho, por favor, vem comigo. Me fazer companhia.


Eu não posso, Emma! Não dá. Eu me conheço, se eu ficar perto dele eu não vou resistir. Talvez eu seja mesmo só uma putinha. Acho que vou aceitar ir com Gerd para Nördlingen.


Di. Me escuta. Você mesma admite que não ama mais o Gerd.


Não amo mesmo. Mas quem sabe nós conseguimos nos acertar...


Desculpa, mozinho, mas acho que se vocês dois tivessem que se acertar, isso já teria acontecido. Você não quer ter a chance de ficar com o Davy, sem ninguém para importunar vocês?


Emma... Você sabe que sim. Mas eu não posso mais. Não está certo. O lugar do Davy é com a Louise, e eu tenho que ficar com o Gerd.


Por que você insiste em tentar se manter com o Gerd, se acabou o sentimento entre vocês?


A questão é: não sei se Gerd realmente não me ama mais.


Então vem comigo. Para refletir.





   Pensei um pouco melhor... De fato, ir para Nördlingen agora não parecia uma boa ideia. Gerd e eu já não estávamos bem, e lá havia a família e os amigos dele... E eles me odeiam.



Quer saber? Eu vou.


Ótimo. O vôo sai amanhã às 11 horas. Vejo você no aeroporto.


Ok...


   
               

    Agora, eu teria que decidir de uma vez por todas o que eu queria da vida. Gerd ou Davy. Mas antes, eu precisava dizer a Gerd o que decidi.




- Gerd?

- Sim, Di? – ele me indagou, parando de colocar camisas na mala.

- Eu... Não vou com você. Vou viajar com a Emma. – falei, nervosa.

- Meine kleine, aconteceu alguma coisa? – ele perguntou, se sentando na cama e pegando as minhas mãos, me fazendo sentar de frente para ele.

- Bem, não exatamente. Mas venhamos e convenhamos que Thomas, Hans e Martin não gostam muito de mim.

- É impressão sua.

- E nunca me esqueci do que a sua mãe disse quando você me pediu em casamento.

- Aquilo que ela disse sobre, hum... Seus seios e seus quadris?

- Exatamente. – bufei.

- Ah, Di, a mamãe é assim mesmo, ela disse a mesma coisa das minhas outras namoradas...

- Não me venha mencionar as suas outras namoradas, Gerhard!

- Tudo bem, tudo bem, meu amor. Então você não quer ir?

- Não. Desculpa, ursão.

- Tudo bem... Aproveite a viagem com a Emma, então. – ele beijou minha testa.

- Obrigada.



      
  Comecei a arrumar minhas malas. Estava nervosa demais. Daria o melhor de mim para resistir àquela tentação em forma de hobbit safado. Eu não iria terminar de estragar o relacionamento dele com Louise.
   Às 10h da manhã seguinte, Emma e Micky vieram me buscar de táxi para irmos ao aeroporto. Micky me olhava de um jeito engraçado. Acho que ele estava imaginando o que Davy diria quando me visse... E eu também não conseguia parar de pensar nisso.
   Chegamos ao aeroporto, enfim. Encontramos Mike, Peter... E Davy. Quando me viu, ele sorriu. Não falou diretamente comigo de saída, mas depois de alguns minutos, ele fez sinal para que nos afastássemos um pouco dos outros.





- Eu... Estou feliz por você ir com a gente. – ele disse, gentilmente.

- Eu não devia. Mas eu também não queria ficar sozinha aqui.

- Gerd vai viajar também?

- Sim, vai ver a família na Alemanha.

- Ah sim... E você não quis acompanhá-lo?

- Não.

- Bem... Agora que você vai, será bem mais divertido para mim.

- Eu sei muito bem o que você considera diversão, seu tarado. – eu disse.

- Vou mostrar para você que eu posso ser tão romântico quanto o cavaleiro Danceny, minha bela. – ele beijou minha mão.

- Ah é? Como? Espalhando pétalas de rosa no colchão? Champanhe e morangos? Você só pensa em sexo.

- Como se você fosse puritana.

- Estou bem longe disso. Mas eu quero bem mais do que atos carnais, sr. Jones.

- E você terá bem mais do que apenas isso, srta. Mackenzie.


          

    Ele estava prestes a me beijar, mas parou no último segundo.



- O que foi? Precisa de uma pastilha para melhorar o hálito? – gracejei.

- Não. Felicity.


  

   O que ela está fazendo aqui?  Lá estava ela, ao lado de Peter, e ao olhar para mim tinha um ar ameaçador. Ela me condena por estar saindo com Davy, mas ela também roubou o namorado da minha prima. Estamos quites.



- Acabou a sua diversão, Davy. – eu disse.

- Ah, por favor, Di, ela não vai me seguir 24 horas por dia. Ela tem o Peter para mantê-la ocupada.

- Sinto muito, mas agora não dá mais.

- O quê?

- Ela vai ficar olhando assim para mim o tempo inteiro. Eu não quero mais isso. Ela acha que eu sou uma puta, e acho que ela não está tão errada assim...

- Di, para com isso! – Davy me abraçou forte. – Você não é uma puta. Eu amo você, e não vai ser Felicity que vai me impedir de ficar com você!

- Ela não... Mas ela vai contar para a Louise. E aí estaremos acabados.


         
   Ele ficou quieto. Nós voltamos para junto dos outros. Felicity não parava de fuzilar Davy e eu com o olhar. Espero que Peter a mantenha bem ocupada.





(Davy’s POV)


   
         
   Ok, agora eu estou oficialmente ferrado. Peter tinha mesmo que trazer essa maldita galesa? Não basta estar louca para me separar da Dianna, Felicity também parece me querer bem longe do Peter. Ah, isso não vai ficar barato.
    Ela tem toda a razão em querer que eu não engane mais a prima dela, e eu vou pôr um fim no meu namoro com a Louise de uma vez por todas quando voltar a Londres. Mas eu vou fazer questão de continuar amigo da McLovely, e vou deixar bem claro para a Felicity que do meu Peter ela não vai me separar. Jamais! Então ela disse:




- Sei que certas pessoas não estão muito felizes por eu estar aqui. Mas não se preocupem, eu vou a Madri a trabalho. Só encontrei vocês por acaso... E vou me despedir do Peter.


       
   Ela o beijou fortemente, e eu decididamente não gostei disso. Bom, espero que quando chegarmos a Madri ela já tenha ido embora. E eu vou provar para a Di que eu a amo de verdade. Ela pode dizer que eu só penso em sexo, mas eu estou apaixonado por ela. E quero aproveitar essas férias forçadas para conhecê-la melhor. Sinto uma certa inveja do Gerd, e até da Lulu, por terem tido o privilégio de conhecer bem a Di. Eu quero saber o máximo que puder sobre ela. Sei que ela ama ler e escrever poesia, ver séries no Netflix e comer massas. Mas preciso saber mais, muito mais.
   No avião, tentei me sentar ao lado dela, mas ela logo tomou o assento ao lado de Emma. Não tem problema, antes de finalmente chegar a Amsterdã, o avião fará algumas escalas. Olhei para Emma e Dianna, e Di parecia estar se divertindo muito com sua amiga e amante. Parecia até ter esquecido que eu estava no avião também. Acho que ela está mesmo decidida a se esquecer de mim. E eu não quero isso. Já me basta Louise estar pensando que eu não quero mais saber dela, nem mesmo como amiga.
     Dormi um pouco, até que Peter chacoalhou meu ombro.



- Vamos, amorzinho, o avião vai fazer escala.

- Agora eu sou seu amorzinho, né?

- Não vá me dizer que está com ciúme da Felicity!

- E é para não estar?

- Davy... Você é minha alma gêmea. Nunca vou deixar você de lado, por mulher nenhuma.

- Acho bom. – resmunguei.


         

   Descemos do avião. Até que vi Dianna. Emma estava ocupada falando com Micky, o que significava que a barra estava limpa. Fui até ela.


- Oi.


            

     Ela me ignorou. Então eu vi que ela estava com fones nos ouvidos.





- Oi! – falei mais alto. Ela se virou para mim.

- Ah, oi, não ouvi você. – disse ela, tirando os fones.

- O que você estava ouvindo, Di, se me permite perguntar?

- Hã... Bem... Spice Girls. – ela deu um sorriso amarelo.

- Qual o problema de ouvir Spice Girls? – eu ri. – Acho que todos nós crescemos ouvindo as músicas delas.

- Ah... É que eu sempre gostei mais de rock. Minhas duas bandas favoritas são Blur e Franz Ferdinand, então Spice Girls é uma espécie de “guilty pleasure” para mim.

- Entendi... – anotei mentalmente que ela gosta dessas três bandas. Já é um avanço. – Bem, não vou atrapalhar você. Pode continuar ouvindo suas músicas. Depois a gente conversa.

- Ok... – ela murmurou, colocando os fones de novo. – Stop right now, thank you very much, I need somebody with the human touch... Hey you, always on the run, gotta slow down, baby, gotta have some fun…


        
  Por que senti que esses versos eram uma indireta? Ou será que estou ficando paranóico? Só mais tarde para saber... Essa garota ainda vai me deixar doido. Finalmente, chegamos a Amsterdã e seguimos para o hotel. Nez e Peter ficaram com quartos só para eles, e Micky e Emma iriam dividir um. E eu... Iria ter Dianna como colega de quarto.


- Como assim? Se eu soubesse disso não teria vindo! – ela se irritou.


           

     Emma puxou Dianna para o canto e cochichou no ouvido dela. Acho que deram para Dianna a passagem da Louise, e por tabela, Emma conseguiu que não reservassem um quarto só para ela.




- Bom... Eu enrolo um lençol e coloco entre nós, se você quiser, ou durmo no sofá da suíte e deixo a cama para você. – eu disse a Dianna.

- Acho que prefiro que você durma no sofá. – Dianna disse.

- Tudo bem...

- Eita, vocês nem oficializaram nada ainda e já estão tendo crise de relacionamento? – Micky gracejou, e ganhou uma bela cotovelada nas costelas de Emma, pela qual fiquei muito agradecido. Não preciso das gracinhas do Micky para piorar a minha situação.


     

   Decidimos aproveitar a noite de Amsterdã em algum restaurante, e Emma serviu de escudo para Dianna a noite toda, mais ou menos como Louise e eu fazíamos no ensino fundamental, quando íamos a festinhas em que não conhecíamos ninguém. Não que Nez, Peter e Micky fossem inconvenientes com Dianna, muito pelo contrário. Eles eram bem simpáticos com ela. O problema parecia ser mesmo eu.  Eu arriscava um olhar, e ela desviava.
   Quando finalmente o grupo voltou ao hotel, eu estava bem cansado, e precisava dormir, pois no dia seguinte começaríamos a nos preparar para o show. Fiquei conversando com os rapazes no lobby do hotel, e as meninas subiram para os quartos. Quando finalmente entrei no meu quarto, vi Dianna... Só de lingerie, de costas para a porta.



- AI! QUE SUSTO, DAVY! – ela exclamou, instintivamente dobrando o corpo enquanto parecia procurar alguma coisa na mala, provavelmente o pijama.

- Desculpa. Mas... Você está com vergonha de mim? Eu... Bem, eu já vi você sem nada. Três vezes.

- É. Eu sei. – ela murmurou. Eu tentava não olhar para os seios e os quadris dela, mas era difícil. Finalmente ela achou o pijama, um conjunto de blusa azul com detalhes em dourado e calça preta. Vestiu-o rapidamente, e finalmente olhou para mim.

       
                

       Não resisti a perguntar:




- Por que seu pijama parece mais uma roupa de cosplayer desses filmes de ficção científica?

- Ah, bem, porque na verdade meu pijama imita o uniforme dos tripulantes da Enterprise. – ela respondeu. – Se ele não estivesse cheio de bolinhas eu poderia muito bem vesti-lo para ir a alguma convenção.

- Enterprise? Aquela nave de... Como era mesmo?

- Star Trek.

- Isso, Star Trek! Então você gosta dessa série?

- Não gosto, amo! – ela respondeu, parecendo bem mais animada agora. – Mas faz tempo que não assisto, o Gerd não gosta muito.

- Entendo... Bem, eu gostaria de assistir a alguns episódios com você qualquer dia desses.

- Ah, duvido que você vá gostar. Vai dormir nos primeiros dez minutos, igual ao Gerd.

- Será?

- Bom, não sugiro que você assista agora porque já é tarde, e você dormiria de qualquer jeito, até eu. Mas que tal amanhã, se tiver uns 50 minutos de tempo livre?

- Eu topo. – sorri, e para minha surpresa, ela também sorriu. – Bem, e quanto a dormir...?

- Eu na cama, você no sofá.

- Di...

- O que foi?

- Por que você está agindo assim? Parece até que se esqueceu que nós tivemos bons momentos.

- Não esqueci, mas queria.

- Mas...

- Davy, pensa comigo. Você está traindo a sua namorada, que além de ser sua namorada é sua amiga há anos, e que... Bem, costumava ser minha amiga e minha amante, porque acho que ela me odeia agora.

- Ela acha que você quer nos separar na amizade. Disse que estou obcecado por você.

- Ela sabe, Davy, ela sabe que estamos juntos! E Gerd também deve saber... Estamos perdendo o controle disso. Chega. Não dá mais para continuarmos assim.

- Di, acontece que a essa altura não podemos mais esconder mais o que sentimos. Nem dos outros... Nem de nós mesmos.

- Davy, nós realmente não podemos mais esconder. E por isso temos que admitir que é errado e parar com isso, enquanto ainda temos chance.

- Eu não quero parar. Eu não quero mais ter que me encontrar com você na surdina. Di, se você quer saber, eu acho que Louise nem sequer me ama mais. Nem quer mais ser minha amiga.

- Por culpa minha.

- Não é não.

- É sim e você sabe disso!

- Se alguém é culpado nessa história, sou eu. Di, eu prometo, quando eu voltar a Londres, vou terminar com a Louise, mas vou deixar claro que ainda quero ser amigo dela. E quando as gravações terminarem vou levar você a Manchester, e...

- Davy, você sempre diz que vai terminar com a Louise, e nada!

- Bom, você prometeu terminar com o Gerd, e até agora nada também.

- Não consigo! Ele sempre vem com alguma coisa que me impede.

- O mesmo acontece comigo. Mas eu estou falando sério, não tenho mais como continuar namorando a Louise. E aí estaremos livres para ficar juntos... Se você desmanchar esse noivado com o Gerd de uma vez por todas.

- Eu farei isso. – Dianna falou, com voz firme.

- Bem, então, vamos dormir?

- Sim... – disse ela, se deitando na cama.


       

     Eu me deitei no sofá da suíte... Muito bonito, mas horrivelmente desconfortável para dormir.




- Sinto muito, Di, mas se eu dormir nesse sofá minhas costas já eram. E elas já não estão muito boas, Louise tem me feito dormir no sofá de casa esses dias todos.

- Que dó de você. – ela foi irônica.

- Por favor, me deixa dormir na cama, Di. Não vou encostar um dedo em você, se assim você preferir.

- Tudo bem... Deita aqui, então.

    

    Ela me deu espaço na cama, e eu tirei minha camisa e minha calça antes de me deitar.



- Você não vai vestir um pijama não?

- Eu durmo de cueca.

- Não estou acreditando muito nisso. – ela disse, num resmungo.

- Ok...


             

     Abri a mala e tirei um blusão e uma calça de moletom. Vesti-os e voltei a deitar.




- Satisfeita?

- Não.

- Você vai querer enrolar o lençol e colocar entre a gente?

- Sim. – ela respondeu, abrindo o armário onde havia mais edredons. Pegou um e colocou-o enrolado entre nós. Então ela se deitou virada para a parede, de costas para mim.

- Di, nós não tínhamos nos acertado?

- Não enquanto não tivermos definitivamente terminado com Louise e Gerd. – disse ela, sua voz abafada pelo travesseiro.

- Não posso nem abraçar você? Fazer um carinho? Dar um beijinho, só um beijinho de boa noite?


              

     Lentamente, ela se virou para mim.





- Só um. E mais nada até termos rompido com os dois.

- Tá bem, minha leoazinha brava.


            
   Aproximei-me dela. Tomei Dianna em meus braços e a beijei, cheio de paixão, lento e ardente. Depois de um certo tempo, nos separamos para recuperar o ar. Fiz uma carícia no rosto dela. Ela deu um pequeno sorriso para mim.




- Você é um idiota, Davy. Mas eu gosto de você. Demais.

- E você é muito esquentadinha, Dianna. Mas também gosto demais de você.



  
    E eu continuei deitado com ela nos meus braços a noite toda. O edredom enrolado ficou na beirada da cama.





(Dianna’s POV)



           
  Acordei quando parecia ser muito cedo. Sentia frio. Puxei um pouco o lençol, e senti os braços de Davy me apertarem mais.



- Tá com frio? – ele me perguntou, gentil, mas um pouco grogue.

- Aham. – murmurei.

- Eu te esquento. – ele sorriu, malicioso, e continuou me abraçando, além de beijar minha boca.

            
    Ficamos quietos por uns minutos, eu aninhada no peito de Davy, que acariciava meu cabelo e minhas costas.




- Di?

- Sim?

- Antes do Gerd... Como era a sua vida? Quem foram os seus homens?

- Meus homens? – eu ri. – O que você acha, que eu sou alguma deusa do sexo, destruidora de corações?

- Não. Mas eu quero saber... Se eles poderiam tirar você de mim.

- Bom... Antes de conhecer o Gerd e ir morar com ele em Munique, eu morava na França. Em Paris. Com meus pais e meu irmão mais velho. Meu pai e minha mãe são diplomatas, meu irmão seguiu os passos deles. Papai é escocês, mamãe é irlandesa, mas se conheceram, se casaram e tiveram meu irmão e eu em Londres. Quando eu tinha um ano, nós nos mudamos para os Estados Unidos, e ficamos morando lá até eu completar três anos. Depois, nos mudamos para Paris e continuamos vivendo lá...

- Então seus primeiros namorados foram franceses, é?

- Sim. – respondi, simplesmente.

- Quem?


          

     Davy parecia mesmo interessado nisso. Eu estava surpresa. Parecia que ele queria mesmo saber sobre mim, e parecia mesmo querer saber sobre... Possíveis rivais.



- Bom... Pouco antes de mamãe, papai e eu nos mudarmos para a Alemanha, e foi aí que conheci Gerd, eu namorei um rapaz muito atraente... Chamado Alain Delon.


            

     Fiquei quieta. Sabia que Davy estava muito surpreso.




- Alain Delon? O galã do cinema francês?

- O próprio. Bom... Na época, ele ainda estava começando a sua carreira. Isso foi há cinco anos, eu era pouco mais que uma adolescente.

- Imagino como você o adorava.

- Oh, eu... Bom, não posso negar que ele era um homem e tanto... Mas eu não era para ele, nem ele para mim.

- Sei... – ele ficou quieto. Começou a brincar com a barra do lençol.

- Que foi? Está com ciúme? – eu ri.


             

     Ele deu um grande suspiro, e disse, como se doesse:



- E se eu estiver?



              
   Fiquei surpresa. Realmente não esperava que estivéssemos chegando a esse ponto. Eu tinha ciúme dele, mas não imaginava que ele tivesse de mim.



- Você... Você realmente está com ciúme?

- Estou. Estou, Di.


                  

    Não sabia o que dizer.




- Davy, se você quer saber,  eu nunca senti por um homem o que sinto por você. Nunca me senti assim nem pelo Gerd, nem pelo Alain, nem pelo François...

- François? Você disse François? – ele repetiu, parecendo de repente muito irritado.

- Sim. Meu primeiro namorado. Estávamos na escola, mas hoje ele é artista plástico. François Villeneuve.

- FRANÇOIS VILLENEUVE? EU NÃO ACREDITO!

- Você o conhece?

- Infelizmente. – Davy resmungou. – Nós... Nós fomos rivais. Por Louise.

- Ah. Bem, eu não sabia. – eu disse, me levantando e abrindo minha mala.

- Aonde vai?

- Descer e tomar o café da manhã.

- Está estranha. Eu disse alguma coisa de errado?

- Não. É problema meu.

- Leoazinha...

- É sério.


              

    Vesti-me e desci para o primeiro andar.





- Di, por favor...



             

    Agora era eu quem estava com ciúmes. Ele pareceu tão irritado quando se lembrou de François que eu só podia presumir que ele ainda amasse Louise. Eu queria não ser assim. Tudo é motivo para eu criar uma paranoia na minha cabeça. Um sorriso, um olhar, uma lembrança. Por que eu sou assim? Por que tenho tanto medo de ser abandonada?



- O que eu posso fazer para provar para você que tudo que quero agora é só ser amigo da Louise, e nada mais? É você que eu quero como parceira, como mulher.  – senti as mãos de Davy na minha cintura e sua respiração no meu pescoço.

- Desculpa. Eu que sou uma idiota insegura. – falei, ainda sem olhar para ele.

- Tudo bem...  – ele acariciava meu braço. – Vamos subir... Quero que você saiba que estou decidido a ficar com você, e só você.

- Quer saber? Você venceu. – eu disse, sabendo que não poderia mais resistir por muito tempo.


       
   Subimos de volta para o quarto. Ele abriu a porta, e fez um gesto para que eu entrasse. Entrei, ele me seguiu e fechou a porta atrás de si.  Sentei na cama. Sabia que ele queria, e eu também queria muito. Mas naquele momento... Eu não estava com cabeça para fazer amor. Suspirei alto. Davy se sentou ao meu lado e colocou as mãos nos meus ombros.





- Tudo bem? – quis saber ele, num tom gentil.

- Não...

- O que houve, Di?

- Eu não agüento mais ser desse jeito, Davy!

- Desse jeito como? – Davy parecia intrigado.

- Ciumenta. Desconfiada. Paranoica. Eu perdi todos os meus namorados por causa disso. Um a um. Tinha tanto medo de perdê-los que os sufocava com meu ciúme, e os perdia. François disse na minha cara que não podia mais continuar comigo enquanto eu fosse tão ciumenta.  Alain me deixou por outra, outra que com certeza o deixava mais livre. E Gerd... Gerd não deve mais me amar. E mesmo assim continua meu noivo, talvez por algum senso de dever ou porque tem medo de eu surtar se ele terminar comigo. E agora... Eu morro de medo de perder você. De você decidir voltar de vez com a Louise, e me deixar. Eu não sei por quê, mas eu tenho medo, tanto medo... De ser abandonada. De ficar sozinha.


                 

         Ele me abraçou, mais forte do que nunca.




- Eu nunca vou te deixar. Prometo. – ele afagou meu cabelo. – Você não vai ficar sozinha.


                  

         Chorei no peito dele, molhando seu moletom.




- Não, não chora. – ele ergueu meu rosto e enxugou as lágrimas. – Não precisa chorar.

- Eu queria tanto ser menos... Paranoica.

- Nunca é tarde para mudar, Di. – ele sorriu.

- Bom, eu... Eu vou tentar me controlar. Ser mais racional.

- Vai ser bom para você, e para todo mundo que te cerca. E também confie mais nas pessoas. Quem gosta mesmo de você não vai te abandonar.

- Como vou saber quem gosta mesmo de mim? – inquiri. Sempre tive esse complexo de que nem todo mundo gosta de mim de verdade. Eu sei, eu sou paranóica.

- Calma. Aos poucos vai tudo se ajeitando. Agora... Que tal a gente ver Star Trek?

- Não é má ideia... Deixa eu perguntar, você já assistiu Doctor Who?

- Não, mas gostaria.

- Idem. Podemos assistir um episódio juntos mais tarde, no Netflix. O que acha?

- Vou adorar. Sua ratinha de Netflix.

- Sou mesmo. – eu ri, beijando-o no rosto e pegando meu notebook na mala.


          

   Nós assistimos um dos meus episódios favoritos de Star Trek, The Gamesters of Triskelion, da segunda temporada. Davy ficou muito surpreso quando viu o alferes Chekov.



- Você... Não disse que tinha um personagem parecido comigo em Star Trek.

- Não disse mesmo. Queria ver a sua reação. – eu ri. – Mas você é mais bonito, bem mais bonito.

- Muito obrigado. – ele riu.



        
     Após o episódio terminar, assistimos ao primeiro episódio da série atual de Doctor Who. Nós dois ficamos decididos a acompanhar a série, e quando terminou, Davy perguntou:





- Vamos ver mais um episódio de Doctor Who? Ou de Star Trek? Eu gostei muito das duas séries.

- Na verdade... Me deu saudades de uma outra série que eu costumava assistir. Na verdade, minissérie.

- Qual?

- On The Victory.

- ON THE VICTORY? VOCÊ ASSISTIA ON THE VICTORY?

- Assistia.

- Mas nem fazia sucesso… Tinha mais romance e pouco sexo. E você sabe como são as pessoas hoje em dia. Em séries épicas, quanto mais sangue e sexo melhor.

- Ah, Game Of Thrones não faz muito meu estilo. – eu ri.

- Eu participei de um episódio... Mas enfim, então você gostava de On The Victory?

- Adorava. O coronel Tolentino... Que homem!


        
             

    Suspirei, e olhei para Davy para ver qual seria sua reação.




- E o Duque de Stanford? O que você achava dele, hein? – ele me olhou, malicioso.

- Um pilantra. Mereceu o fim que teve.

- É... Confesso que interpretar o duque foi um desafio e tanto. Nunca tinha feito papel de vilão na vida. Estava acostumado a ser o mocinho, o galã. Mas eu gostei. A única coisa de que não gostava muito era daquele português rondando a Louise.


           
    Ah, não, de novo ele fala na Louise e no ciúme que ele sentiu de outro homem de olho nela? Tudo bem, Dianna, calma. Respira. Controle-se. Aja como gente civilizada.



- Sério que ele deu em cima dela? - eu ri, sem fingimento.

- Sério. Mas eu fiz questão de mostrar para ele que ela era comprometida.

- Fez certo... Mas... Posso perguntar uma coisa?

- Claro. O quê?

- Você e a Louise se completam tanto. Você a adora, isso é visível. E eu sei muito bem que ela também te adora. Então... Por que você quer ficar comigo? Você certamente ficaria melhor com ela, não?


                    

         Ele ficou quieto, creio que ponderando a resposta.




- Em teoria, sim. – Davy falou, depois de uns minutos. – Mas... Eu não sei explicar, Di, eu me senti atraído por você logo que te vi. E aos poucos, virou mais do que atração física. Você pode achar que não combina comigo, mas eu discordo.

- Nós somos dois baixinhos. – falei, com um risinho um pouco sem graça.

- Não só isso. Nós dois gostamos de ler, ver séries. Temos uma tendência a ser ciumentos. Temos ligações especiais com nossos melhores amigos e perder a amizade deles pode ser provavelmente a pior coisa para nós...
                           
         

    Ele estava certo. Sem a amizade de Emma, eu ficaria muito mal. E sei que ele está com medo de perder a amizade da Louise. E a culpa, claro, é minha. Parece que a cada dia o peso nos meus ombros só aumenta.



- Desculpa... Eu nunca quis separar vocês dois na amizade, na verdade nem no amor eu tinha essa intenção... Mas agora a merda está feita. Desculpa, Davy, desculpa.

- Ei, ei. – ele disse, me abraçando. – A culpa não é só sua. Eu também tenho a minha parcela, sabe? Fiquei irritado com o seu noivo rondando a Louise,e ela parecia dar atenção para ele, então eu também me distanciei dela. Eu queria muito que ela continuasse a ser minha amiga, mas... Acho que não tem mais jeito.

- Calma... Pode ser que demore, mas acho que ela vai acabar te perdoando. – eu o abracei. – Manda uma mensagem para ela. Acho que vou mandar também, espero que ela me perdoe um dia também...


        

   Davy pegou o celular e digitou uma mensagem. Fiquei pensando no que podia dizer para Louise numa mensagem também.  Quando ele terminou, colocou o celular numa mesinha ao lado da cama e me olhou.



- Bem... Nós tínhamos um motivo para voltar para o quarto, não é?

- Tínhamos. – eu disse.                            

- Então... Vamos? – ele olhava para mim malicioso.

- Vamos, seu ninfomaníaco. – retribuí o olhar.



     Davy me beijou forte, tirando meu fôlego, enquanto eu enroscava uma mão no cabelo dele, a outra perto da base das costas. Eu senti as mãos dele, antes na minha cintura, descerem um pouquinho.



- Abusado. – murmurei no ouvido dele.

- Fazer o quê, se você tem belos quadris?

- Não acho que a mãe do Gerd concorde com isso...

- Como assim?

- Quando Gerd anunciou que ia se casar comigo, a velhota respondeu: “Os quadris dela são estreitos demais, Gerhard. Não servem para ter filhos”.

- Bom, detesto discordar dessa senhora, mas preciso.

 
        


   Ele deu um apertão de leve na minha bunda, e tirei a mão dele dali, com a ameaça de fazer o mesmo nele. Obedeceu, e suas mãos foram diretamente para a bainha da minha camiseta.



- Você está louco para me livrar das minhas roupas, né? – falei, rindo um pouco.

- Demais...


            

   Eu fui mais rápida e o despi primeiro, deixando-o só de cueca. Permiti enfim que ele tirasse a minha camiseta e a minha calça. Depois de jogar minhas roupas no chão, Davy se afastou um pouco, como que para dar uma olhada melhor em mim de corpo inteiro.




- É... A Victoria’s Secret fez bem em escolhê-la como modelo da marca e garota-propaganda das lingeries...

- Você... Você sabe que eu sou modelo da campanha publicitária da Victoria’s Secret com a Calvin Klein?

- Sei. Vi na Vogue do mês passado. Devo dizer que eu me mordi de ciúme por te ver toda enroscada com o chucrute... Mas você é um colírio para os olhos... Ainda mais se for... Assim. – abriu meu sutiã, e caiu de boca nos meus seios.

           

   Quando Davy se afastou, puxei sua cabeça de volta, implorando por mais beijos e sucções. Ele me deitou na cama, e se deitou ao meu lado, afagando meu cabelo e olhando nos meus olhos.



- Você é tudo para mim, Di. Pena que não acredita...

- Eu quero acreditar, mas não consigo... Porém...

- Porém...?

- Você pode provar que está falando a verdade. – falei, beijando-o de novo, lentamente.


          
   Davy tirou a minha calcinha, e eu, sua cueca. Trocamos um olhar intenso, e ele beijou e acariciou toda a extensão do meu corpo, enquanto eu retribuía com beijos no peito dele e carícias em seu cabelo, nuca e costas. Após essa troca de beijos e carinhos, ele finalmente iniciou as estocadas. Foi devagar, contudo, pedi que fosse mais rápido e forte. Cada estocada era acompanhada de beijos, carícias... E gemidos. Muitos gemidos.


- Leãozinho... Aaaahhh... Aaahhhh, meu Deus, Davy!

- Eu te adoro, Di... Minha leoazinha... Aaaahhh!


           
     Eu o puxei para mais perto, e as molas do colchão, rangeram. Com um último movimento, nós dois chegamos a um clímax, e gritamos juntos. Davy se esparramou sobre mim, e ofegávamos.




- Acho que esse foi... Nosso melhor momento juntos. – falei, com um suspiro.

- Tenho que concordar, Di. - ele afastou meus cabelos da testa e depositou um beijo ali.

- Queria muito que... Não precisássemos nos separar depois do fim dessa turnê.

- E não vamos. – ele me abraçou. – Mas se isso acontecer... Sempre teremos Amsterdã.

- Você, parodiando Casablanca?  - eu ri.


- Sim. – ele concordou, rindo também. Davy me beijou, continuamos abraçados, e acho que cochilamos até a hora do almoço. 

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