domingo, 9 de agosto de 2015

Last Train To Penny Lane - Capítulo 2

Boa noite! Aí vai mais um capítulo da fanfic de self-insertion muito louca! Espero que gostem! 


      Houve uma pausa nas gravações. Corri atrás das minhas amigas para contar a novidade.

- Meninas... Adivinhem quem tem um encontro com Davy Jones esta tarde! – anunciei. Meu sorriso era grande demais para o meu rosto.

- Você, é claro. – elas responderam.

- Sim! Ai meu Deus, meu cabelo tá bonito? A roupa tá legal? Eu tô tão nervosa!

- Calma, Maris, ele gostou de você do jeitinho que você é, certo? Não precisa fazer nada para agradá-lo além de agir naturalmente. – disse Maris.

- É. Tem razão. Só... Vou tentar relaxar até o fim da filmagem.

- Você não perde tempo, hein, fia? – Alice gracejou. – Desmaiou nos braços dele, o beijou e agora vão sair!

- Eu só o beijei porque tava no script, dona Alice.

- Como se você precisasse de script pra beijar o Davy lindo, né, Maris? – Inara falou.

- É... Não preciso. – dei um pequeno sorriso, um pouco vermelha.

         Maris e Alice foram chamadas para gravar mais uma cena com Peter e Nez. Ficamos só Inara e eu. Resolvi dar uma cutucada:

- E o Micky, hein?

- Ah... Você o conhece. Fica fazendo gracinha pra me agradar.

- Micky sem fazer gracinha não é o Micky! E é claro que ele está conseguindo o que quer.

- Bem... Sim. – minha amiga corou um pouco.

           Ouvi alguém se aproximando de nós. É só falar na pessoa que ela aparece, é incrível! Ainda bem que estávamos conversando em português.

- Oi, meninas.

- Oi, Micky. – cumprimentamos.

           Arrumei uma desculpa para sair e deixá-los a sós. Contudo, não pude conter a minha curiosidade. Achei um esconderijo, fiquei quietinha e me pus a ouvir a conversa.

- Então, como vai, Ina... Ina...

- Inara. – disse ela, com uma risadinha. – Eu vou bem, e você, Micky?

- Também estou bem. Você não é americana, é? Com um nome desses...

- Não. Eu sou brasileira. Minhas amigas também.

- Ah tá. Como vocês chegaram aqui?

- Longa história...

- Bom, outra hora você me conta. Agora, se não for muita intromissão da minha parte...  Você... Está gostando do Davy?

             Naquele momento, tanto eu como Inara tivemos que nos controlar para não rir. Micky não enxerga que Inara só tem olhos para ele?

- Eu, gostando do Davy? Não, não! Ele é fofo e adorável, mas... Não faz meu tipo. E sim um garoto como... Bem, como você.

              Quase morri de tanto orgulho da minha amiga. Eu queria ser direta assim!

- Como... Eu?

- Sim! Gosto de garotos engraçados e meio maluquinhos, sabe?

                O recado estava mais do que dado. Só faltava Micky partir para a ação. Decidi sondar como iam os outros casais. Encontrei Davy enquanto procurava por Alice e Nez ou Maris e Peter.

- Olá de novo, Maris.

- Bem, olá. – dei um pequeno sorriso.

- Aonde vai?

- Bem... Bisbilhotar a vida das minhas amigas com os seus amigos.

- Não pensei que você fosse xereta!

- E eu não sou, David! Eu sou... Curiosa.

- Dá no mesmo. – ele sorriu irônico.

- Ok, ok, você quer dar uma espiada neles... Ou não?

- A quem eu quero enganar? Vamos.

- Não pensei que você fosse xereta. – disse com um sorrisinho irônico.

- Ha ha. Muito engraçado.

- Eu sou muito engraçada mesmo. – dei um selinho em Davy.

         Caminhávamos pelo estúdio quando vimos Mike e Alice gravando uma cena. Fiquei louca da vida porque Alice não havia sido obrigada a trocar de roupa para gravar. Com sua saia, sua blusa estilo mod e seu lacinho, Alice parecia mesmo uma menina dos anos 60. Perguntava-me se algo em nosso jeito já havia denunciado que não somos dessa década.
         Ficamos vendo a cena ser gravada, até que Rafelson mandou cortar, e os dois passaram a conversar.

- E então, Alice, o que você faz da vida?

- Eu faço curso técnico de moda.

- Ah sim... Eu notei mesmo que você parece gostar disso... Você é mod?

- Eu... Tento. Tenho um gorro igual ao seu, sabia?

- Jura?

- Sim! Acho massa... Digo, é uma brasa.
        
             Por um momento achei que Alice iria nos entregar de vez, contudo, me contive para não respirar de alívio quando Alice consertou a gíria.

- Bem... Obrigado. Espero que você não pense que eu sou algum assanhado, mas... Sairia comigo para tomar um café ou algo assim?

             Meu Deus. Esses Monkees estavam bem assanhados mesmo! Acho que nem nos nossos sonhos mais loucos ou imagines de Tumblr isso aconteceria. Alice estava catatônica. Até que finalmente ela disse:

- Quando?

- Hoje?

               Davy e eu trocamos um olhar. Acho que ele pensou o mesmo que eu: que não marcassem no mesmo café a que iríamos.

- Eu falo com o Nez. – Davy cochichou e deu uma piscadinha.

- Ok. – pisquei de volta.

               Mais tarde, as meninas e eu nos reencontramos outra vez. Queria cutucar Alice sobre Nez mas me contive. Ela disse:

- Não é só a Maris Chá que tem encontro hoje.

              Os forninhos da Inara e da Maris caíram. Fiz de conta que o meu caiu também.

- Maris Creme... Não fica brava comigo! – Alice quase implorou.

- Não fico, Alice, porque acho que troquei de crush dos Monkees. – Maris deu um pequeno sorriso.

- Pode contar tudo sobre o Peter! – nós três exclamamos.

- Nossa, calma, não tem nada pra contar! Só conversamos sobre música e livros, e ele é tão fofinho, igual às fics da Grindhouse!

- AI MEU DEUS! – Inara e eu gritamos.

- Pois é. – disse Maris. – Eu contei para o Peter que sou estudante de Jornalismo e depois pretendo cursar Letras, ele foi muito gentil e me incentivou! Ah, Maris, ele quer falar um pouco com você sobre o que você estuda quando puder.

- Não vejo a hora dessa conversa, porém, neste momento só quero saber de curtir o meu hobbit.

- Só não dê uma de Di. – Inara riu.

- Que é isso, Inara, eu sou uma menina decente! – ri e corei.

            Mais tarde, Davy e eu saímos para ir até o café próximo do estúdio. Vimos Mike e Alice saindo também. Micky e Inara conversavam juntos na porta do estúdio, e Peter e Maris também.

- Será que Nez e Alice irão ao mesmo café que nós? – inquiri a Davy.

- Se forem, qual é o problema? Estarão concentrados um no outro... E nós também. – ele ergueu meu queixo.

- Sabe, você tem razão, Bilbo.

- Bilbo?

- Conhece O Hobbit? Senhor dos Anéis?

- Já ouvi falar, mas ainda não tive a oportunidade de ler.

- Bem... No livro há criaturas chamadas hobbits, que são homenzinhos, bem... Baixinhos. Como... Nós. Bilbo é um deles, ele é o protagonista de O Hobbit. Posso... Te chamar assim?

- Pode sim. Eu gostei. – Davy sorriu.

- Então está bem... Bilbo. Vamos? – peguei a mão dele.

- Vamos.


            Rumamos para o café. Chegamos, nos sentamos de frente um para o outro numa mesa um pouco mais para os fundos do estabelecimento e a garçonete veio nos atender. Pedi um cappuccino, Davy também. Ele segurava minhas mãos no centro da mesa, eu nem sabia o que dizer. Eu nunca sequer sonhei com tanta fofura partindo dele para mim.

- Maris, eu não quero parecer intrometido, mas... Já... Teve outros caras?

                 Respirei fundo. Não queria entrar em detalhes, mas por fim falei:

- Sim. Tive um namorado três anos atrás. Eu o amei muito. Achei que ainda o amasse... Até que conheci você. – dei um sorriso.

                   Para falar bem a verdade, ainda não estava certa de que tinha superado a separação de George, contudo, eu realmente estava apaixonada por Davy.

- Se importaria em ter um novo namorado? – Davy perguntou.

- Não...  Eu bem que gostaria de ter um. Conhece algum candidato? – provoquei.

- Conheço... Eu mesmo. – Davy sorriu, antes de me puxar para um beijo.

                   Fomos interrompidos pela garçonete com nossos cappuccinos. Paramos o beijo e começamos a tomar as bebidas.

- Maris, gosto muito de você. Na verdade, acho que te amo. – disse meu hobbit. Seus olhos cor de chocolate sempre fixos em mim. – Eu nunca senti isso por nenhuma garota.

- É mútuo. – eu falei, colocando minha mão livre sobre a dele.

                   Davy colocou o copo de café na mesa, e me beijou outra vez. Senti o gosto de café, canela e chocolate em sua boca. Ficava mais intenso a cada minuto, até que...

- Olha só, Nez!

                         “Droga, fia!”, pensei.
- Ei, vocês dois, vocês estão num lugar público! – Nez disse, gracejando. – Controlem-se.

- Você está aqui para estragar meu encontro, Nez? – Davy resmungou.

- Claro que não, cara. Eu também vim aqui para um encontro, com a amiga da sua pequena.

- Estou vendo. Sentem-se.

                          Davy deu espaço para Mike em seu banco e eu fiz o mesmo com Alice. Ela e Mike fizeram seus pedidos. Seria um encontro duplo bem interessante.


                

                               

Nenhum comentário:

Postar um comentário