Eu juro que vou postar outra coisa além dos capítulos de Sunny Girlfriend em breve, gente! Hahahaha.
Chegou o mês de setembro, e com
ele, o aniversário de Dianna e de seu namoro com Davy. Agora ela oficialmente
tinha 21 anos. O Monkee precisava dar-lhe um presente muito bom.
Então Davy
teve a brilhante ideia de presenteá-la com um bichinho de estimação. Comprou para ela um coelhinho himalaio, raça
cujas extremidades do corpo (orelhas, patas, focinho e cauda) são pretas.
Correu para levar o animalzinho à namorada. Foi a prima dela, Erin, quem
atendeu.
- Olá, Davy. – cumprimentou ela.
- Olá, Erin. Primeiramente: sua mãe está?
- Não, pode ficar tranquilo.
- Ainda bem. Você sabe que ela me odeia.
- Sei muito bem. Vou
chamar Dianna. A propósito, o que tem na
caixa? – perguntou ela, ao notar que a caixa era cheia de furinhos. - Um
cachorrinho? Um gato?
- Um coelho. Espero que a sra. Hudson não fique brava.
- Ah, não. Mamãe é muito chata, mas, curiosamente, adora
animais.
- Graças a Deus. Não queria trazer mais problemas à Di.
Erin
subiu as escadas até o quarto de Dianna e chamou-a. A jovem historiadora não
demorou a descer.
- Oi, Davy. – ela sorria. Poderia beijá-lo ali mesmo, mas
estava incomodada com a presença da prima.
- Olá, Di. – ele disse. – Bem, demorei um pouquinho, mas
finalmente trouxe seu presente.
- Ora, não precisava se incomodar. – disse ela, enquanto ele
colocava a caixa em seu colo. Abriu-a. – Ah, meu Deus, que coelhinho fofo!
Obrigada, Davy! – ela deu um beijo no rosto dele.
- Você gostou?
- Adorei! Agora preciso decidir que nome pôr nele.
- Nome de uma figura histórica. – opinou o namorado da
garota.
- Ou de um filósofo. – foi a sugestão da prima dela.
- Já sei! – disse Dianna. – Rousseau. Um filósofo que também
é uma importante figura histórica.
Nesse
momento, a tia Lucy chegou.
- Dianna! O que o seu namoradinho sem classe está fazendo
aqui? E o que esse coelho está fazendo no seu colo?
- Este é o Rousseau. Acabei de ganhá-lo do Davy como
presente de aniversário.
- Eu odeio coelhos! E odeio esse seu namoradinho. Quero os
dois fora da minha casa agora!
- Tia Lucy! Qual é o problema?
- Tudo bem, Di. – disse Davy. – Eu saio daqui.
- E leve esse coelho fedorento com você! – berrou a velha
senhora.
- Ah, não, tia Lucy! – reclamou Dianna.
- Mamãe, pensei que a senhora gostasse de animais! – disse
Erin.
- De qualquer animal, menos de coelhos!
- O Rousseau fica comigo até sua tia se acalmar, Dianna. –
falou Davy, pegando o coelho, colocando-o de volta na caixa e indo embora.
Ele já
estava cansado da tia de Dianna. O que raios ele tinha feito para que aquela
mulher o detestasse?
- Pois é, Rousseau, a sra. Hudson nos odeia e não quer nos
ver com a Dianna. – Davy suspirou.
Dianna
havia se trancado no quarto. Ela também não aguentava mais ter que ouvir sua
tia destratando Davy, como se ele fosse um marginal ou algo do tipo. E o pior de tudo era o fato de que ela não
teria para onde ir caso saísse da casa da tia. O apartamento de Davy mal podia
acomodá-lo confortavelmente, como poderia abrigar um casal, e todos os muitos
livros de Dianna, além do coelhinho?
Ela
chorava. Estava desesperada. Não saiu do
quarto para mais nada naquele dia, e, à noite, no jantar, tia Lucy disse:
- Erin, leve a comida
àquela ingrata da sua prima.
- Ela não é ingrata, mamãe. – Erin respondeu. Ela também se
irritava cada vez mais com sua mãe.
Novamente, Erin subiu as escadas e bateu à porta da prima.
- Dianna, sou eu.
- Entre, Erin. – disse Dianna, chorosa, enquanto destrancava
a porta.
- Coma um pouco, pelo menos. – disse sua prima.
- Oh, Erin, o que vou fazer? Se eu for embora daqui não vou
ter onde cair morta.
- Você não pode morar com o Davy?
- Não, o apartamento dele é muito pequeno.
- E com sua amiga Emma?
- Já pensei nisso. O pai dela não vê problema, mas a
madrasta, apesar de ser uma boa mulher, é cheia de manias.
- Puxa vida.
- Só vou ter uma escapatória.
- Qual?
- Ir embora para a Alemanha.
- Isso não faz sentido, Dianna. Vai embora para a Alemanha
por causa da implicância da mamãe com o Davy, e se for para lá terá que
terminar com ele.
- Se não houver mais jeito de ter sossego outra vez, é o que
farei.
Alguns
dias depois, Peter estava no bar, bebendo. Sofria demais por Dianna,
principalmente por saber que ela não ficaria com ele nem mesmo em seus maiores
devaneios. Já levemente embriagado, começou a chorar, atraindo a atenção de uma
jovem que estava ali perto.
- Qual o problema, sr. Tork? – perguntou ela.
- Como sabe meu nome?
- Sou jornalista especializada em celebridades. Sou Amber
Henderson, de Londres.
- Muito prazer, srta. Henderson.
- O prazer é meu. Diga-me, o que faz o Monkee distraído tão
infeliz?
- Eu amo a namorada do Davy. E obviamente ela não me dá a mínima.
- Eu sinto muito por você. Se tiver algo que eu possa
fazer....
- Tem sim! Quero que finja que está interessada naquele
nanico maldito. Encha a paciência dele! Minha amada ficará possessa e virá
diretamente para meus braços.
A maioria
das pessoas não cairia na conversa de um bêbado. No entanto, Amber havia ficado
sensibilizada com o sofrimento de Peter. E de quebra, poderia conseguir um
furo, se a briga entre ele e Davy levasse ao fim dos Monkees.
No dia
seguinte, Davy e Dianna haviam se encontrado na gravação do seriado para
discutir o problema da tia Lucy. E a moça apresentou a seu namorado sua cartada
de mestre.
- Ir embora? Para a Alemanha? E me deixar aqui? Pensei que
você me amasse, Dianna!
- Davy, não seja idiota! É claro que eu te amo! Eu quero que
você venha comigo!
- Di, você sabe que não posso fazer isso! Bob e Bert vão
colocar a minha cabeça a prêmio se eu for embora com você!
- Ah, claro! Você não quer perder seu posto de galã! Agora a
verdade vem à tona. Você prefere suas fãzinhas histéricas à sua namorada.
- Dianna! Não diga isso! Você sabe que não é verdade!
- Davy, hora de gravar! – disse alguém.
- Eu já vou! - e,
voltando-se para Dianna: - Meu bem, por favor, não vá embora. Depois
conversamos.
A direção
ainda não havia escolhido a música que seria usada no episódio. Davy fez uma
proposta certeira.
- O que acham de A
Little Bit Me, A Little Bit You?
- Ótima ideia. – disseram os diretores.
Então
os Monkees foram gravar a sequência de música.
Dianna ainda não havia ido embora. Ela gostava de ver os episódios serem
gravados, a sequência musical principalmente. Teve uma surpresa naquele dia.
Walk out, girl, don'tcha walk out
We've got things to say
Talk out, let's have it talked out
And things will be okay
Girl, I don't wanna fight
I'm a little bit wrong, and you're a little bit
right
I said girl, you know that it's true
It's a little bit me, and it's a little bit you,
too
Don't know just what I said wrong
But girl, I apologize
Don't go, here's where you belong
So wipe the tears from your eyes
Girl, I don't wanna fight
I'm a little bit wrong, and you're a little bit
right
I said girl, you know that it's true
It's a little bit me, and it's a little bit
you, too
Oh girl, I don't wanna fight
I'm a little bit wrong, and you're a little bit
right
I said girl, you know that it's true
It's a little bit me, and it's a little bit
you, too
It's a little bit me, it's a little bit you
Girl, I'm gone, no no
no no no
Girl I'm gone, no no
no no no
Hey, girl...
Quando tudo estava terminado, Dianna chamou Davy.
- Cantar essa música nesse episódio foi ideia sua. – ela deu
um sorrisinho para ele.
- Sim. Você precisava me ouvir. Desculpe-me por ter dito aquelas coisas.
- Eu te desculpo. Eu também falei o que não devia.
- E eu também te desculpo.
Peter
observava tudo de longe, um pouco desapontado. Achava que os dois demorariam a
se conciliar. “Amber precisa mesmo me
ajudar”, ele pensou. Ligou para ela.
- Amber, os dois brigaram hoje cedo. Mas já estão
reconciliados. Vamos ter muito trabalho.
- Não se preocupe, Peter, vou grudar em Jones como um
chiclete. Quero ver sua amada não se irritar.
- Tomara. Eu quero Dianna, preciso dela.
- Você vai tê-la. É só questão de tempo.
- Faça o melhor que puder.
- Eu farei.
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